Terça-feira, Maio 31, 2005
Atendendo a Pedidos
Desde cedo aprendeu o que era luta. Não tinha passado por isso, mas ouvia da avó estórias sobre fome, sobre apanhar até cair, sobre o frio do inverno que era o par irônico da falta de agasalho.
Agora, tantos anos passados, a avó lhe estava ensinando o sentido da impotência. Essa experiência sim, era vivida e não aprendida. O não poder fazer nada, a espera. A mão do Tempo, este grande filho da puta, agindo impiedosa.
Junto com isso tudo, veio a Fé. Aquela que mostra o rosto aos deconhecidos na angústia, no desespero. Por isso, botou os joelhos no chão e pediu. Não como tinham recomendado que pedisse "Faça o que for melhor", mas o que em seu coração quis pedir. "Quero que ela fique aqui mais um pouco. Por favor, Deus, não a leve ainda".
Pode ter sido a Fé.
Ou a avó, novamente ensinando estórias de luta.
Agora, tantos anos passados, a avó lhe estava ensinando o sentido da impotência. Essa experiência sim, era vivida e não aprendida. O não poder fazer nada, a espera. A mão do Tempo, este grande filho da puta, agindo impiedosa.
Junto com isso tudo, veio a Fé. Aquela que mostra o rosto aos deconhecidos na angústia, no desespero. Por isso, botou os joelhos no chão e pediu. Não como tinham recomendado que pedisse "Faça o que for melhor", mas o que em seu coração quis pedir. "Quero que ela fique aqui mais um pouco. Por favor, Deus, não a leve ainda".
Pode ter sido a Fé.
Ou a avó, novamente ensinando estórias de luta.
Quarta-feira, Maio 25, 2005
Já que é assim
Tom Cruise vai se casar com a Katie Holmes porque soube pela imprensa que ela declarou que seu sonho sempre foi se casar com o Top Gun.
Aproveitando a altíssima audiência do Bóbis eu comunico:
"Eu quero me casar com o Seth, de Cidade dos Anjos!"
Pronto, agora ele já sabe.
Aproveitando a altíssima audiência do Bóbis eu comunico:
"Eu quero me casar com o Seth, de Cidade dos Anjos!"
Pronto, agora ele já sabe.
Terça-feira, Maio 24, 2005
Kelly Key ameaça
"Vem aí meu novo CD!"
Quarta-feira, Maio 18, 2005
FAÇA O TESTE AMIGO!
Para os meninos, especialmente quem tem quase ou mais de 40.
Chama-se PSA, é um exame de sangue e pode salvar sua vida. PSA é uma substância produzida pela próstata. Graus elevados presentes no sangue indicam problema.
Se você faz um exame e seu nível de PSA está normal, fique tranquilo e volte dali a um ano pra fazer de novo. Se estiver alterado, pode ser o indício de muitas coisas, desde uma prostatite perfeitamente tratável com medicação até um câncer de próstata.
Em qualquer dos casos, FAÇA O EXAME. A insistência no check up faz TODA A DIFERENÇA nesses casos, já que o diagnóstico precoce ainda é a maior esperança do câncer.
Meninas, convençam seus namorados, maridos, irmãos. EXAME DE SANGUE NÃO TIRA A MASCULINIDADE DE NINGUÉM. O de toque também não, mas o que tem que fazer primeiro é um exame de sangue.
A gente quer vivos os homens que a gente ama. Só isso.
Chama-se PSA, é um exame de sangue e pode salvar sua vida. PSA é uma substância produzida pela próstata. Graus elevados presentes no sangue indicam problema.
Se você faz um exame e seu nível de PSA está normal, fique tranquilo e volte dali a um ano pra fazer de novo. Se estiver alterado, pode ser o indício de muitas coisas, desde uma prostatite perfeitamente tratável com medicação até um câncer de próstata.
Em qualquer dos casos, FAÇA O EXAME. A insistência no check up faz TODA A DIFERENÇA nesses casos, já que o diagnóstico precoce ainda é a maior esperança do câncer.
Meninas, convençam seus namorados, maridos, irmãos. EXAME DE SANGUE NÃO TIRA A MASCULINIDADE DE NINGUÉM. O de toque também não, mas o que tem que fazer primeiro é um exame de sangue.
A gente quer vivos os homens que a gente ama. Só isso.
Terça-feira, Maio 17, 2005
News from the front
Papi está bem, ao que tudo indica.
Obrigada pelo interesse e pelo carinho!
:o)
Obrigada pelo interesse e pelo carinho!
:o)
Colo
Tô querendo. Alguém tem um vazio pra emprestar?
Sábado, Maio 14, 2005
Paternidade
Estava eu assistindo a um episódio de Everwood (um dos seriados do Warner Channel que eu gosto de ver), no qual o Ephram, o filho do médico, que deve ter por volta dos 18 anos, descobre que sua ex-namorada que tinha ido embora da cidade na verdade estava grávida dele quando partiu.
E mais: que ela teve o bebê e o entregou para adoção. Tudo isso sem falar nada para ele, pai da criança. Ela conta depois que tudo já aconteceu e nada mais pode ser feito.
Fiquei pensando que sempre que ouvimos falar em alguém que ficou grávida de alguém, nós mulheres nos colocamos na pele da mãe da criança, é claro. Nos esquecemos de que existe o outro lado, o do pai.
É tão mais comum o pai da criança não querer ficar com a mãe, ou não estar nem aí pro bebê que vai nascer, ou sugerir um aborto como quem toma um café na esquina, que não pensamos que a situação oposta acontece com mais freqüência do que imaginamos: o pai quer o bebê, mas a mãe não quer.
É uma situação cruel. Por pura falta de escolha. Vai fazer o quê? Tirando a capacidade de argumentar, pedir, implorar, nada mais pode ser feito. E fica a sensação com a qual ficou o personagem do seriado: se sentindo um bosta porque ela nem ao menos o consultou; um zero a esquerda; indigno; sem reconhecer na frente dele a pessoa com quem teve um relacionamento durante um ano inteiro; infeliz porque apesar de tudo, ele queria o bebê.
Longe de mim fazer uma crítica às mulheres que decidem pelo aborto. Eu nunca me vi nesta situação, minha filha foi muito querida, desejada, esperada por mim e pelo pai dela. Penso porém que para um homem que não aceita o aborto, que deseja ser pai, que está disposto a arcar com todas as implicações que um bebê traz, deve ser uma enorme sensação de impotência.
E uma tristeza e confusão muito grandes. Como as do Ephram, no episódio de hoje.
E mais: que ela teve o bebê e o entregou para adoção. Tudo isso sem falar nada para ele, pai da criança. Ela conta depois que tudo já aconteceu e nada mais pode ser feito.
Fiquei pensando que sempre que ouvimos falar em alguém que ficou grávida de alguém, nós mulheres nos colocamos na pele da mãe da criança, é claro. Nos esquecemos de que existe o outro lado, o do pai.
É tão mais comum o pai da criança não querer ficar com a mãe, ou não estar nem aí pro bebê que vai nascer, ou sugerir um aborto como quem toma um café na esquina, que não pensamos que a situação oposta acontece com mais freqüência do que imaginamos: o pai quer o bebê, mas a mãe não quer.
É uma situação cruel. Por pura falta de escolha. Vai fazer o quê? Tirando a capacidade de argumentar, pedir, implorar, nada mais pode ser feito. E fica a sensação com a qual ficou o personagem do seriado: se sentindo um bosta porque ela nem ao menos o consultou; um zero a esquerda; indigno; sem reconhecer na frente dele a pessoa com quem teve um relacionamento durante um ano inteiro; infeliz porque apesar de tudo, ele queria o bebê.
Longe de mim fazer uma crítica às mulheres que decidem pelo aborto. Eu nunca me vi nesta situação, minha filha foi muito querida, desejada, esperada por mim e pelo pai dela. Penso porém que para um homem que não aceita o aborto, que deseja ser pai, que está disposto a arcar com todas as implicações que um bebê traz, deve ser uma enorme sensação de impotência.
E uma tristeza e confusão muito grandes. Como as do Ephram, no episódio de hoje.
Sexta-feira, Maio 13, 2005
Voltaire
Recebi hoje por email
- Um dia filosofando sobre a triste experiência de se decepcionar
com a falta de lealdade de alguns AMIGOS, Voltaire disse:
- "Ainda mais triste é não ter INIMIGOS.....
Porque quem não tem inimigos é sinal de que não tem:
- Nem talento que faça sombra
- Nem carater que impressione
- Nem coragem para que o temam
- Nem honra contra a qual murmurem
- Nem bens que lhe cobicem
- Nem coisa alguma que invejem......."
- Um dia filosofando sobre a triste experiência de se decepcionar
com a falta de lealdade de alguns AMIGOS, Voltaire disse:
- "Ainda mais triste é não ter INIMIGOS.....
Porque quem não tem inimigos é sinal de que não tem:
- Nem talento que faça sombra
- Nem carater que impressione
- Nem coragem para que o temam
- Nem honra contra a qual murmurem
- Nem bens que lhe cobicem
- Nem coisa alguma que invejem......."
Test drive
Deu no uol
"Um italiano que se casou sem dizer à mulher que sofre de impotência foi condenado a pagar indenização por abusar do “direito à sexualidade”. Segundo a Justiça, Stefano falhou em cumprir suas obrigações conjugais e por negar a Cristina a chance de ser mãe. Ela conseguiu a anulação do matrimônio, alegando que não foi consumado."
Para isso serve o test drive...
"Um italiano que se casou sem dizer à mulher que sofre de impotência foi condenado a pagar indenização por abusar do “direito à sexualidade”. Segundo a Justiça, Stefano falhou em cumprir suas obrigações conjugais e por negar a Cristina a chance de ser mãe. Ela conseguiu a anulação do matrimônio, alegando que não foi consumado."
Para isso serve o test drive...
Quinta-feira, Maio 12, 2005
Miss Brasil
Há alguns anos (muitos, na verdade) ser coroada Miss Brasil era o auge do reconhecimento da beleza feminina. O concurso era realizado no Maracanãzinho (RJ), com direito a torcida e tudo mais. Reunia famílias e grupos de amigos em torno do rádio (e depois da televisão), todo mundo ansiando pelo resultado e torcendo pela sua favorita. O resultado era comentados semanas a fio em todas as rodinhas de conversa.
Quem viveu a época, diz que era mesmo assim: uma comoção nacional. Ser Miss Brasil era uma grande honra e a eleita tinha regalias de chefe de Estado.
Mas então vieram as agências de modelo, as top models, os salários astronômicos, a vida envolta em glamour... e ser Miss passou a ser algo menos desejado, cada vez menos, até virar um concurso brega e sem expressão. Ser Miss Brasil passou a ser sinônimo de mulher burra, fútil e, ofensa das ofensas, cafona no último com aquele manto de veludo vermelho, a faixa e a coroa, o tchauzinho sem mexer o braço, o sorriso grudado na cara.
Leio então no uol a declaração de Ronaldinho Gaúcho (atual melhor jogador de futebol do mundo eleito pela FIFA) de que quer sim fazer parte da Seleção Brasileira que vai disputar a Copa das Confederações em junho. E o técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, dizendo que ele é um exemplo para os demais jogadores, abrindo mão das férias do campeonato europeu para jogar pelo Brasil. E mais: ele, técnico, espera que Ronaldinho Gaúcho sirva de exemplo para os demais jogadores brasileiros que atuam na Europa.
Peraí...
Houve um tempo em que o sonho de todo menino que batia uma bola na rua de casa era ser jogador da seleção brasileira. Houve um tempo em que vestir a camisa da seleção era uma honra inominável, e só os melhores tinham direito a este privilégio. Era o carimbo de que se jogava futebol como ninguém mais o fazia em sua posição.
A camisa amarela exercia fascínio sobre o mundo do futebol, e se preciso fosse arcar com as próprias despesas para viajar para jogar pela seleção, isto certamente era feito com orgulho. Não tinha "bicho" (prêmio em dinheiro) pela vitória, jogava-se sob condições adversas, mas ninguém fugia da raia. Seleção Brasileira era uma entidade divina no mundo do futebol.
Isso antes dos meninos sonharem sim, com a seleção, mas por outro motivo: para que ela sirva de mera vitrine para um contrato polpudo no futebol europeu. Milan, Inter de Milão, Real Madrid, Manchester United passaram a ser a meta daqueles meninos que batem bola, agora não mais na rua de casa, mas nas escolinhas de futebol.
Já não faz mais diferença ser convocado quando se é considerado o melhor jogador do mundo pela FIFA, quando se ganha na casa dos milhões e se é um astro dentro e fora dos gramados. Vestir a camisa da seleção é a atividade menos rentável dentre todas. Melhor mesmo é ir passar as férias do campeonato europeu em uma praia bem chique, com uma modelo ao lado, um belo iate.
A convocação para a Seleção Brasileira virou um concurso de Miss Brasil, do qual participam os menos cotados. Acabou-se a oportunidade de ver os melhores do futebol brasileiro em suas posições, rivais entre si em seus times, unidos por um mesmo ideal na seleção.
Eu também espero que outros sigam o exemplo do Ronaldinho Gaúcho, que declarou que nem pensar em não jogar pela Seleção se convocado for. E que tenhamos vestindo a camisa da Seleção todos os talentos que deslumbram nos estádios europeus.
Afinal de contas, ano que vem é ano de Copa do Mundo. Ano de vestir a camisa amarela, pendurar a bandeira na janela, a fitinha verde-amarela na antena do carro e torcer para os melhores do mundo: nós.
Quem viveu a época, diz que era mesmo assim: uma comoção nacional. Ser Miss Brasil era uma grande honra e a eleita tinha regalias de chefe de Estado.
Mas então vieram as agências de modelo, as top models, os salários astronômicos, a vida envolta em glamour... e ser Miss passou a ser algo menos desejado, cada vez menos, até virar um concurso brega e sem expressão. Ser Miss Brasil passou a ser sinônimo de mulher burra, fútil e, ofensa das ofensas, cafona no último com aquele manto de veludo vermelho, a faixa e a coroa, o tchauzinho sem mexer o braço, o sorriso grudado na cara.
Leio então no uol a declaração de Ronaldinho Gaúcho (atual melhor jogador de futebol do mundo eleito pela FIFA) de que quer sim fazer parte da Seleção Brasileira que vai disputar a Copa das Confederações em junho. E o técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, dizendo que ele é um exemplo para os demais jogadores, abrindo mão das férias do campeonato europeu para jogar pelo Brasil. E mais: ele, técnico, espera que Ronaldinho Gaúcho sirva de exemplo para os demais jogadores brasileiros que atuam na Europa.
Peraí...
Houve um tempo em que o sonho de todo menino que batia uma bola na rua de casa era ser jogador da seleção brasileira. Houve um tempo em que vestir a camisa da seleção era uma honra inominável, e só os melhores tinham direito a este privilégio. Era o carimbo de que se jogava futebol como ninguém mais o fazia em sua posição.
A camisa amarela exercia fascínio sobre o mundo do futebol, e se preciso fosse arcar com as próprias despesas para viajar para jogar pela seleção, isto certamente era feito com orgulho. Não tinha "bicho" (prêmio em dinheiro) pela vitória, jogava-se sob condições adversas, mas ninguém fugia da raia. Seleção Brasileira era uma entidade divina no mundo do futebol.
Isso antes dos meninos sonharem sim, com a seleção, mas por outro motivo: para que ela sirva de mera vitrine para um contrato polpudo no futebol europeu. Milan, Inter de Milão, Real Madrid, Manchester United passaram a ser a meta daqueles meninos que batem bola, agora não mais na rua de casa, mas nas escolinhas de futebol.
Já não faz mais diferença ser convocado quando se é considerado o melhor jogador do mundo pela FIFA, quando se ganha na casa dos milhões e se é um astro dentro e fora dos gramados. Vestir a camisa da seleção é a atividade menos rentável dentre todas. Melhor mesmo é ir passar as férias do campeonato europeu em uma praia bem chique, com uma modelo ao lado, um belo iate.
A convocação para a Seleção Brasileira virou um concurso de Miss Brasil, do qual participam os menos cotados. Acabou-se a oportunidade de ver os melhores do futebol brasileiro em suas posições, rivais entre si em seus times, unidos por um mesmo ideal na seleção.
Eu também espero que outros sigam o exemplo do Ronaldinho Gaúcho, que declarou que nem pensar em não jogar pela Seleção se convocado for. E que tenhamos vestindo a camisa da Seleção todos os talentos que deslumbram nos estádios europeus.
Afinal de contas, ano que vem é ano de Copa do Mundo. Ano de vestir a camisa amarela, pendurar a bandeira na janela, a fitinha verde-amarela na antena do carro e torcer para os melhores do mundo: nós.
Bóbisbabado
Fim do casamento(?) de Ronaldo e Daniella Cicarelli.
Preciso dizer mais?
Preciso dizer mais?
Quarta-feira, Maio 11, 2005
Ainda sobre crianças
Terezinha do Menino Jesus (Tetê) é nossa já conhecida amiga relatada aqui no Bóbis, cuja cidade natal fica no interior de Minas, com 4 mil habitantes, sendo pelo menos 2 mil parte da família dela.
A cada final de semana que ela vai lá, volta com um causo. Por mais estapafúrdio que possa ser, sempre verídico.
O último foi o que segue (por favor, desprezem a parte triste):
S. Zebrinha ficou feliz da vida quando nasceram seus filhos gêmeos. Só que um dos bebês morreu. O sobrevivente foi batizado de Rodrigo.
Foram enterrar o menino no melhor estilo enterro no interior: procissão de moradores passando pelo meio da cidade, a pé, em direção ao cemitério. Como o morto era um bebê, as crianças da cidade é que tinham de carregar o caixão.
E daí que foi aquela aglomeração de criança em volta, todas querendo carregar. Com isso, Antonio, sobrinho de 5 anos da Tetê, mal conseguiu chegar perto do caixão.
Pró ativo como ele só, no dia seguinte ele foi até a casa do pai da criança e mandou:
- S. Zebrinha, se o Rodrigo morrer o senhor deixa eu carregar o caixão? É que ontem tinha muita gente e não deu...
A cada final de semana que ela vai lá, volta com um causo. Por mais estapafúrdio que possa ser, sempre verídico.
O último foi o que segue (por favor, desprezem a parte triste):
S. Zebrinha ficou feliz da vida quando nasceram seus filhos gêmeos. Só que um dos bebês morreu. O sobrevivente foi batizado de Rodrigo.
Foram enterrar o menino no melhor estilo enterro no interior: procissão de moradores passando pelo meio da cidade, a pé, em direção ao cemitério. Como o morto era um bebê, as crianças da cidade é que tinham de carregar o caixão.
E daí que foi aquela aglomeração de criança em volta, todas querendo carregar. Com isso, Antonio, sobrinho de 5 anos da Tetê, mal conseguiu chegar perto do caixão.
Pró ativo como ele só, no dia seguinte ele foi até a casa do pai da criança e mandou:
- S. Zebrinha, se o Rodrigo morrer o senhor deixa eu carregar o caixão? É que ontem tinha muita gente e não deu...
A Vó e a Velha
Como tudo o que vem, de bom e de ruim, vem aos montes, minha avó, aquela de uns posts atrás, está internada. Passou mal no dia das mães, foi de ambulância pro São Luiz do Morumbi.
Está lá, numa semi intensiva, se achando a rainha da bala chita, feliz da vida com toda a atenção que lhe dão, fazendo o maior social do mundo com médicos, enfermeiras, auxiliares.
E está completamente INDIGNADA com "A VELHA" do quarto da frente. "Uma velha, com uma cara assim (e imita a cara), fica lá parada com cara de sofredora,.... ah, tenha dó!! Vamos brincar, vamos conversar!!! Pior que fui pro ultrassom e a VELHA tava lá! Tá Louco!!". A gente faz xixi na calça de rir com a imitação da velha.
A enfermeira já disse que a "Velha" tem 80 anos. Veja só: Só doze a menos que ela e já está naquele estado!!!!
Está lá, numa semi intensiva, se achando a rainha da bala chita, feliz da vida com toda a atenção que lhe dão, fazendo o maior social do mundo com médicos, enfermeiras, auxiliares.
E está completamente INDIGNADA com "A VELHA" do quarto da frente. "Uma velha, com uma cara assim (e imita a cara), fica lá parada com cara de sofredora,.... ah, tenha dó!! Vamos brincar, vamos conversar!!! Pior que fui pro ultrassom e a VELHA tava lá! Tá Louco!!". A gente faz xixi na calça de rir com a imitação da velha.
A enfermeira já disse que a "Velha" tem 80 anos. Veja só: Só doze a menos que ela e já está naquele estado!!!!
Melhor nem pensar...
... mas conversando com Gus, me dei conta de que meu trabalho de Conclusão de curso na ESPM foi entregue DA-TI-LO-GRA-FA-DO.
Abafa o caso.
Abafa o caso.
Tava pensando sobre...
... inícios e fins.
Quando uma estória termina, terminou, paciência. O que dói mesmo é enterrar os sonhos, que ainda estão vivos.
Quando uma estória termina, terminou, paciência. O que dói mesmo é enterrar os sonhos, que ainda estão vivos.
Terça-feira, Maio 10, 2005
FAÇA O TESTE AMIGA!
Uma amiga está num dilema. Começou um papo com um moço até que interessante e está desconfiada de que o cidadão é casado.
Quase todo mundo já passou por isso. Homem casado emite sinais inconfundíveis.
A minha sugestão é que ela peça - Já, imediatamente, sem mais demora - o telefone da casa dele.
Se ele não der - ou pior, se inventar alguma desculpa do tipo estou sem/ estão trocando o número/ não adianta te dar porque nunca estou lá mesmo/ prefiro que vc ligue no celular assim não preciso levantar pra atender - eu voto para que DELETE o moço. Assim de cara.
Quem acha que não, levanta a mão!
Quase todo mundo já passou por isso. Homem casado emite sinais inconfundíveis.
A minha sugestão é que ela peça - Já, imediatamente, sem mais demora - o telefone da casa dele.
Se ele não der - ou pior, se inventar alguma desculpa do tipo estou sem/ estão trocando o número/ não adianta te dar porque nunca estou lá mesmo/ prefiro que vc ligue no celular assim não preciso levantar pra atender - eu voto para que DELETE o moço. Assim de cara.
Quem acha que não, levanta a mão!
Segunda-feira, Maio 09, 2005
Para você
Obrigada, meu amigo, pelo seu carinho desinteressado.
Por ter ido rezar comigo para me acalmar, pelo seu abraço apertado e suas palavras de conforto.
Você bem sabe, este post é só seu.
beijo
Por ter ido rezar comigo para me acalmar, pelo seu abraço apertado e suas palavras de conforto.
Você bem sabe, este post é só seu.
beijo
Com quase 4 anos
Vovó (minha mãe) e netinho (meu sobrinho de quase 4 anos), ao ver uma pessoa sem um dente no supermercado:
- Moço, você não escovou os dentes.
- Escovei sim, antes de sair de casa - defendeu-se o coitado que fazia suas compras calmamente antes do ataque, caindo na besteira de sorrir para o seu pequeno carrasco.
- Não escovou não, porque ele caiu - apontando o dedinho acusador para o indivíduo.
Vovó sai rapidinho do supermercado com o netinho.
- Moço, você não escovou os dentes.
- Escovei sim, antes de sair de casa - defendeu-se o coitado que fazia suas compras calmamente antes do ataque, caindo na besteira de sorrir para o seu pequeno carrasco.
- Não escovou não, porque ele caiu - apontando o dedinho acusador para o indivíduo.
Vovó sai rapidinho do supermercado com o netinho.
O Sabor do dia
É salgado. Gosto de lágrima.
Dia do Orgasmo
Hoje é Dia do Orgasmo.
Mas atenção, somente para quem mora no Piauí, mais precisamente na localidade de Esperantina.
É que o prefeito de lá sancionou lei municipal instituindo a data de hoje como o Dia do Orgasmo Esperantinense (o adendo fica por minha conta). A data já é comemorada informalmente há 4 anos.
A comemoração é feita com palestras, projeção de filmes sobre o assunto, e apresentações teatrais. Este ano vai ter cobertuda da Playboy inclusive.
Mas atenção, somente para quem mora no Piauí, mais precisamente na localidade de Esperantina.
É que o prefeito de lá sancionou lei municipal instituindo a data de hoje como o Dia do Orgasmo Esperantinense (o adendo fica por minha conta). A data já é comemorada informalmente há 4 anos.
A comemoração é feita com palestras, projeção de filmes sobre o assunto, e apresentações teatrais. Este ano vai ter cobertuda da Playboy inclusive.
Sexta-feira, Maio 06, 2005
Dia das Mães
Daqui a dois dias, neste domingão, será o Dia das Mães. E por mais que se diga que é uma data comercial, que Dia das Mães tem de ser todos os dias, que não faz diferença em que dia você vê sua mãe ou não, caso é que 99% das mães do Brasil esperam ao menos ganhar um abraço apertado dos filhos neste dia. Ou um telefonema. Ou um ramalhete de flores. Ou um solitário de ouro branco e diamante quadrado da Tiffany's... ah, deixa pra lá!
Para mim, é um dia de gostosas lembranças. Lembrança de quando soube que estava grávida a primeira vez, do aborto espontâneo sofrido, de achar que nunca, nunca, nunca iria ter o direito de comemorar o Dia das Mães. Da gravidez da qual nasceu a Bela, aquele pacotinho de bochechinhas cor-de-rosa aparecendo sob a massa de cabelos escuros. Do chorinho, do sorriso, da carinha dela, das suas conquistas diárias, dos presentinhos de Dia das Mães feitos no colégio, das festinhas e apresentações de balé para comemorar a data.
As flores, os presentes que ela ajudava a escolher, os cartões. Ela querendo me agradar o dia todo, porque afinal era Dia das Mães.
Lembro até mesmo de quando ela começou a nem mostrar pra mim o convite do colégio para a comemoração do Dia das Mães. Vai que eu digo que quero ir, olha que mico ela ia pagar...
Não há mesmo nada melhor neste mundo do que estar com ela e tê-la comigo para comemorar esta data.
Para você, minha Bela, obrigada por fazer meu Dia das Mães cada vez melhor. Nada nunca poderá se comparar ao amor que tenho por você e à felicidade que enche meu coração apenas pela sua presença. Eu te amo muito, muito, muito, para sempre!
Para mim, é um dia de gostosas lembranças. Lembrança de quando soube que estava grávida a primeira vez, do aborto espontâneo sofrido, de achar que nunca, nunca, nunca iria ter o direito de comemorar o Dia das Mães. Da gravidez da qual nasceu a Bela, aquele pacotinho de bochechinhas cor-de-rosa aparecendo sob a massa de cabelos escuros. Do chorinho, do sorriso, da carinha dela, das suas conquistas diárias, dos presentinhos de Dia das Mães feitos no colégio, das festinhas e apresentações de balé para comemorar a data.
As flores, os presentes que ela ajudava a escolher, os cartões. Ela querendo me agradar o dia todo, porque afinal era Dia das Mães.
Lembro até mesmo de quando ela começou a nem mostrar pra mim o convite do colégio para a comemoração do Dia das Mães. Vai que eu digo que quero ir, olha que mico ela ia pagar...
Não há mesmo nada melhor neste mundo do que estar com ela e tê-la comigo para comemorar esta data.
Para você, minha Bela, obrigada por fazer meu Dia das Mães cada vez melhor. Nada nunca poderá se comparar ao amor que tenho por você e à felicidade que enche meu coração apenas pela sua presença. Eu te amo muito, muito, muito, para sempre!
Quinta-feira, Maio 05, 2005
Hospital Veterinário
Na sala de espera do hospital veterinário, encontram-se Barney, Dinamite, Speed, Lu, Doug, Aninha.
Alguns acompanhados da sua família humana inteira, outros com um dono solitário. Sofrem de algum mal e não entendem o que fazem ali.
Buscam refúgio no colo do dono, ou mesmo olhando em seus olhos, quando são imobilizados para tomar soro na veia da patinha (que teve o pelo raspado antes); quando o deixam de barriga pra cima, indefesos, para fazer o ultra som; quando lhes é aplicada uma injeção dolorida; quando colocam uma focinheira; quando cobrem seus olhos; quando apalpam a barriga para ver se tem algo estranho; quando vão fazer um eletro ou uma tomografia.
Parecem, ao olhar seus donos, dizer: não entendo... Por que você não faz nada pra me tirar daqui? Por que estamos aqui? Quero ir pra casa, pro conforto das coisas que eu conheço, onde ninguém me fará mal.
Em comum aos donos, sejam eles novos, velhos, sozinhos ou em família, a tristeza de ver seu animalzinho sofrendo e sem saber o motivo. E a torcida para que ele possa ser levado de volta pra casa com saúde, para ser cuidado, tratado, acarinhado, querido...
Alguns acompanhados da sua família humana inteira, outros com um dono solitário. Sofrem de algum mal e não entendem o que fazem ali.
Buscam refúgio no colo do dono, ou mesmo olhando em seus olhos, quando são imobilizados para tomar soro na veia da patinha (que teve o pelo raspado antes); quando o deixam de barriga pra cima, indefesos, para fazer o ultra som; quando lhes é aplicada uma injeção dolorida; quando colocam uma focinheira; quando cobrem seus olhos; quando apalpam a barriga para ver se tem algo estranho; quando vão fazer um eletro ou uma tomografia.
Parecem, ao olhar seus donos, dizer: não entendo... Por que você não faz nada pra me tirar daqui? Por que estamos aqui? Quero ir pra casa, pro conforto das coisas que eu conheço, onde ninguém me fará mal.
Em comum aos donos, sejam eles novos, velhos, sozinhos ou em família, a tristeza de ver seu animalzinho sofrendo e sem saber o motivo. E a torcida para que ele possa ser levado de volta pra casa com saúde, para ser cuidado, tratado, acarinhado, querido...
Quarta-feira, Maio 04, 2005
Bóbis em Festa!
Porque o Mauro chega hoje!
Não posso evitar o comentário: Não vejo o Mauro desde que nos despedimos no aeroporto em Paris!
Não posso evitar o comentário: Não vejo o Mauro desde que nos despedimos no aeroporto em Paris!
Segunda-feira, Maio 02, 2005
Levanta a Bunda!
Sexta feira de manhã. Meu carro tinha sido arrombado pela segunda vez na quinta à noite e eu estou às voltas com troca de vidro, autoelétrico, essa papagaiada toda. Sou quase banida de uma avenida por uma KOMBI cujo motorista dirigia como um animal violento. Tentando me cortar pela direita, subiu na calçada, dava farol alto a todo mundo. Era uma Kombi de uma empresa chamada FARMED. Na traseira da Kombi, como convém, o tradicional "Como estou Dirigindo?", e um número de telefone, que eu quis de cara anotar. Teria anotado, se DOIS dígitos não tivessem sido deliberadamente APAGADOS. O cara SABE que dirige como um animal.
Isso não foi problema. Eu, solidária que sou aos meus colegas de marketing que ralam pacas pra construir a imagem de uma marca, cheguei em casa, procurei o telefone da tal Farmed, liguei lá e denunciei o filho da mão que estava cagando no patrimônio da empresa e pondo em risco o meu próprio. Falei com o Gerente de transportes, dei a placa da kombi, o endereço e o horário. Já era a segunda reclamação "do mesmo sujeito", me disse ele.
Mais tarde, amargando um plantão interminável na AMIL, presencio uma cena estarrecedora: um cliente que estava sendo atendido em uma das posições, saiu e foi ao banheiro, em sua cadeira de rodas. NÃO CONSEGUIU USAR. A porta era estreita, o banheiro era pequeno, não havia barras. Ele não conseguiu nem entrar no banheiro.
Levantei minha bunda novamente e fui lá bater a mãozinha no balcão. "Me dá aí um papel que quero fazer uma reclamação". Primeiro, o pânico da atendente: A senhora foi mal atendida? Não, não fui.
Antes de preencher o papel, fui ver o tal banheiro. Lindo. De mármore até as tampas. Um luxo descabido, com aquelas torneiras que a gente vê na C&C custando um dinheirão. Acho o fim da picada. Lindo, mas um banheiro que não pode receber deficientes. Fiquei pissíca, escrevi uma carta. Que o país seja injusto e excludente, paciência, somos muitos milhões de bundas que não se levantam. Mas a minha vai levantar sim senhor. Sei lá se adianta. Mas se eu não tentar, se eu não falar, se eu não meter minha boca no trombone, quem vai fazer isso por mim??? E aí, as bundas sentadas vão continuar decidindo o destino do país de merda em que a gente anda vivendo.
Isso não foi problema. Eu, solidária que sou aos meus colegas de marketing que ralam pacas pra construir a imagem de uma marca, cheguei em casa, procurei o telefone da tal Farmed, liguei lá e denunciei o filho da mão que estava cagando no patrimônio da empresa e pondo em risco o meu próprio. Falei com o Gerente de transportes, dei a placa da kombi, o endereço e o horário. Já era a segunda reclamação "do mesmo sujeito", me disse ele.
Mais tarde, amargando um plantão interminável na AMIL, presencio uma cena estarrecedora: um cliente que estava sendo atendido em uma das posições, saiu e foi ao banheiro, em sua cadeira de rodas. NÃO CONSEGUIU USAR. A porta era estreita, o banheiro era pequeno, não havia barras. Ele não conseguiu nem entrar no banheiro.
Levantei minha bunda novamente e fui lá bater a mãozinha no balcão. "Me dá aí um papel que quero fazer uma reclamação". Primeiro, o pânico da atendente: A senhora foi mal atendida? Não, não fui.
Antes de preencher o papel, fui ver o tal banheiro. Lindo. De mármore até as tampas. Um luxo descabido, com aquelas torneiras que a gente vê na C&C custando um dinheirão. Acho o fim da picada. Lindo, mas um banheiro que não pode receber deficientes. Fiquei pissíca, escrevi uma carta. Que o país seja injusto e excludente, paciência, somos muitos milhões de bundas que não se levantam. Mas a minha vai levantar sim senhor. Sei lá se adianta. Mas se eu não tentar, se eu não falar, se eu não meter minha boca no trombone, quem vai fazer isso por mim??? E aí, as bundas sentadas vão continuar decidindo o destino do país de merda em que a gente anda vivendo.