Domingo, Fevereiro 27, 2005
Vestibular de domingo
Aprovado com louvor!
Cavalheirismo
Mocinha jornalista de importante veículo de comunicação de plantão modorrento no final de semana vai almoçar.
Findo o almoço, volta para sua mesa. E aí bate aquele soninho...
Apóia-se no braço, assim meio de ladinho, e tira um ronco.
Tal qual Bela Adormecida, é despertada do sono profundo pelo seu candidato a Príncipe Encantado.
Que gentilmente lhe enxuga a baba que escorria pelo cantinho da boca... ai ai!...
Depois ainda dizem que não se fazem mais homens gentis como antigamente.
Findo o almoço, volta para sua mesa. E aí bate aquele soninho...
Apóia-se no braço, assim meio de ladinho, e tira um ronco.
Tal qual Bela Adormecida, é despertada do sono profundo pelo seu candidato a Príncipe Encantado.
Que gentilmente lhe enxuga a baba que escorria pelo cantinho da boca... ai ai!...
Depois ainda dizem que não se fazem mais homens gentis como antigamente.
Eu quero!
Um Javier Borden para chamar de meu!
Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
Tanque de roupa suja
Não bastasse a Outra ir de penetra ao casamento da Uma;
Não bastasse a Uma expulsar a Outra da forma mais barraquenta possível;
Não bastasse a Outra faturar em cima do ocorrido indo nos canais de TV inclusive pra mostrar o vestido da festa, no melhor estilo Monica Lewinsky;
A próxima ameaça é a Uma aparecer nos programas de TV para dar a sua versão da história.
E quem precisa de novelas?
Não bastasse a Uma expulsar a Outra da forma mais barraquenta possível;
Não bastasse a Outra faturar em cima do ocorrido indo nos canais de TV inclusive pra mostrar o vestido da festa, no melhor estilo Monica Lewinsky;
A próxima ameaça é a Uma aparecer nos programas de TV para dar a sua versão da história.
E quem precisa de novelas?
Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
Termômetro
No escritório, 23 graus.
Na rua, 33 graus.
No trânsito, indo pra casa, 20 graus.
Em casa, esperando a campainha tocar, 25 graus.
No estômago, esperando a campainha tocar, dois graus negativos.
Abrindo a porta, 38 graus.
No chuveiro, a água é muito fria ou muito quente.
No calendário, Dia Nacional da Sedução.
Não há termômetro que resista...
Na rua, 33 graus.
No trânsito, indo pra casa, 20 graus.
Em casa, esperando a campainha tocar, 25 graus.
No estômago, esperando a campainha tocar, dois graus negativos.
Abrindo a porta, 38 graus.
No chuveiro, a água é muito fria ou muito quente.
No calendário, Dia Nacional da Sedução.
Não há termômetro que resista...
Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
Mar adentro
Lindo, triste, poético, lúcido...
Um filme como poucos.
Um filme como poucos.
Doam-se
Coelhinhos saltitantes, borboletinhas, pares de passarinhos trinando e um Bambi com cestinha de pétalas de rosa na boca.
Opcionais: riachos de águas límpidas e nuvens que se abrem de par em par para dar lugar a raios de intenso sol.
Bom estado, única dona.
Tratar aqui, no Bóbis.
Opcionais: riachos de águas límpidas e nuvens que se abrem de par em par para dar lugar a raios de intenso sol.
Bom estado, única dona.
Tratar aqui, no Bóbis.
Estrelinhas
O despertador naquele dia tocou diferente.
Ela podia ouvir o doce som dos violinos, via fadas e anjos dançando à sua volta.
Por um instante, teve medo de abrir os olhos, que aquilo fosse um sonho, que os violinos se calassem, que as fadas desaparecessem!
Toda menina sonha em ver as fadas, não queria que fosse um sonho, por favor Deus , faça com que não seja um sonho!
Deus ouve as boas meninas. E quando mandou os primeiros raios de sol, eles tocaram levemente seu rosto, e ela sabia que as fadas tinham estado lá! Aquilo tudo era real!
Ela podia ouvir o doce som dos violinos, via fadas e anjos dançando à sua volta.
Por um instante, teve medo de abrir os olhos, que aquilo fosse um sonho, que os violinos se calassem, que as fadas desaparecessem!
Toda menina sonha em ver as fadas, não queria que fosse um sonho, por favor Deus , faça com que não seja um sonho!
Deus ouve as boas meninas. E quando mandou os primeiros raios de sol, eles tocaram levemente seu rosto, e ela sabia que as fadas tinham estado lá! Aquilo tudo era real!
Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005
A Namoradinha do Príncipe
Camila Parker-Bowles, aquela moça que namora o Príncipe Charles, ao se casar com ele tornar-se-á Duquesa de Cornuália.
Quem é que quer um título desse, pelamor?
Quem é que quer um título desse, pelamor?
Terça-feira, Fevereiro 15, 2005
Outro Carnaval
(parido por causa do post "Na Contra-mão", no sempre inspirador Observador, do Fernando Cals. Comecei lá e terminei aqui)
Chegou quase cedo, tinha acabado de anoitecer. Olhou em volta e combinou consigo mesmo que na próxima vez levaria um banquinho. Não era possível que no Sambódromo daquele tamanho não houvesse um lugar pra dobrar os joelhos.
Um ano antes, uma amiga dissera que o Carnaval tinha um outro ângulo que merecia ser visto. Não era o ângulo das arquibancadas, não era o dos camarotes, não era o do helicóptero da Globo. O carnaval, disse ela, ganha outras cores quando visto do meio.
Ele observava a movimentação. Então era essa a cara da Concentração! Imaginava como seria aquilo quando as esccolas montadas começassem a passar por ali, ala após ala, aquele tanto de brilho e de pluma, luxo do princípio ao fim.
Por enquanto a cara que via era da pobreza. Muitos homens sem sapato, sem camisa e sem dente empurravam montanhas cobertas de plástico escuro. Os carros alegóricos, fora do desfile, não tinham tanto glamour. Eles trabalhavam depressa, iam de um lado para outro, de vez em quando um olhava o céu. Será que vai chover?
Devagar foi chegando mais e mais gente. Agora, além dos homens empurrando montanhas, havia montanhas de ambulantes, vendendo sanduíche, pipoca, batida rosa, batida azul, batida branca, cerveja, água, água de coco. Da geladeira de isopor com tampa cheia de durez ao ambulante genial, vestido de garçon, passando uma bandeja com copos com gelo e uma garrafa de Red Label, coisa fina. O barulho crescia à medida em que os ônibus começavam a encostar e deles descia gente, quanta gente, a fantasia um pedaço vestida e um pedaço na mão.
Era curioso observar a gente se transformando. De costeiro e purpurina, todo mundo é artista, todo mundo é igual. Gente de fantasia igual ia ficando junto e assim a escola ia construindo um espetáculo de cor e organização. Uma ala atrás da outra, o ar impregnado de ansiedade e suor. Os homens sem sapato sem camisa e sem dente agora se moviam mais depressa, e descobriam as montanhas bem ali, diantes dos seus olhos. Um guindaste ia pra lá e pra cá, botando mais gente, mais pluma e mais brilho em cima dos carros.
Aquelas mulheres tão lindas passeavam por ali sem nenhuma roupa e sem nenhum pudor, e os homens sem sapato sem camisa e sem dente só queriam que elas passassem depressa, tinham outro carro pra empurrar! Como pesam esses carros, e como empurram esses caras!
As baianas! Não sabia que eram tantas, e nem sabia que o cabelo delas era tão branco! E também não sabia que aquela saia tão grande que elas vestiam era tão pesada, e nem que vinha enrolada dentro de uma sacola. Meu Deus, não sabia que aquelas baianas que giravam, giravam, giravam encantando o povo eram assim, e não sabia que tantas delas choravam ao entrar na avenida!
E por falar em choro, quem eram aqueles? Ali, fazendo um cordão, a escola toda passando por eles, eles cantando o samba e chorando? Ah sim, Velha Guarda.
Esqueceu-se do banquinho, da dor nas pernas, da chuva que caía sobre a purpurina, as moças peladas, os homens sem dente...
E ficou ali, vendo o carnaval. Que do meio tinha mesmo outra cara.
Chegou quase cedo, tinha acabado de anoitecer. Olhou em volta e combinou consigo mesmo que na próxima vez levaria um banquinho. Não era possível que no Sambódromo daquele tamanho não houvesse um lugar pra dobrar os joelhos.
Um ano antes, uma amiga dissera que o Carnaval tinha um outro ângulo que merecia ser visto. Não era o ângulo das arquibancadas, não era o dos camarotes, não era o do helicóptero da Globo. O carnaval, disse ela, ganha outras cores quando visto do meio.
Ele observava a movimentação. Então era essa a cara da Concentração! Imaginava como seria aquilo quando as esccolas montadas começassem a passar por ali, ala após ala, aquele tanto de brilho e de pluma, luxo do princípio ao fim.
Por enquanto a cara que via era da pobreza. Muitos homens sem sapato, sem camisa e sem dente empurravam montanhas cobertas de plástico escuro. Os carros alegóricos, fora do desfile, não tinham tanto glamour. Eles trabalhavam depressa, iam de um lado para outro, de vez em quando um olhava o céu. Será que vai chover?
Devagar foi chegando mais e mais gente. Agora, além dos homens empurrando montanhas, havia montanhas de ambulantes, vendendo sanduíche, pipoca, batida rosa, batida azul, batida branca, cerveja, água, água de coco. Da geladeira de isopor com tampa cheia de durez ao ambulante genial, vestido de garçon, passando uma bandeja com copos com gelo e uma garrafa de Red Label, coisa fina. O barulho crescia à medida em que os ônibus começavam a encostar e deles descia gente, quanta gente, a fantasia um pedaço vestida e um pedaço na mão.
Era curioso observar a gente se transformando. De costeiro e purpurina, todo mundo é artista, todo mundo é igual. Gente de fantasia igual ia ficando junto e assim a escola ia construindo um espetáculo de cor e organização. Uma ala atrás da outra, o ar impregnado de ansiedade e suor. Os homens sem sapato sem camisa e sem dente agora se moviam mais depressa, e descobriam as montanhas bem ali, diantes dos seus olhos. Um guindaste ia pra lá e pra cá, botando mais gente, mais pluma e mais brilho em cima dos carros.
Aquelas mulheres tão lindas passeavam por ali sem nenhuma roupa e sem nenhum pudor, e os homens sem sapato sem camisa e sem dente só queriam que elas passassem depressa, tinham outro carro pra empurrar! Como pesam esses carros, e como empurram esses caras!
As baianas! Não sabia que eram tantas, e nem sabia que o cabelo delas era tão branco! E também não sabia que aquela saia tão grande que elas vestiam era tão pesada, e nem que vinha enrolada dentro de uma sacola. Meu Deus, não sabia que aquelas baianas que giravam, giravam, giravam encantando o povo eram assim, e não sabia que tantas delas choravam ao entrar na avenida!
E por falar em choro, quem eram aqueles? Ali, fazendo um cordão, a escola toda passando por eles, eles cantando o samba e chorando? Ah sim, Velha Guarda.
Esqueceu-se do banquinho, da dor nas pernas, da chuva que caía sobre a purpurina, as moças peladas, os homens sem dente...
E ficou ali, vendo o carnaval. Que do meio tinha mesmo outra cara.
Foi a Kiara quem disse....
... lá no nick dela do messenger:
"A gente não se livra de um amor jogando-o pela janela.
É preciso fazê-lo descer degrau por degrau."
P.S. Não tô querendo me livrar de amor nenhum, antes que ALGUÉM se precupe! :o)
"A gente não se livra de um amor jogando-o pela janela.
É preciso fazê-lo descer degrau por degrau."
P.S. Não tô querendo me livrar de amor nenhum, antes que ALGUÉM se precupe! :o)
Ansiedade
Quando penso que tudo já se acalmou, eis que algo desperta a lombriga da ansiedade.
E recomeça a espera, a expectativa, o elocubrar...
E recomeça a espera, a expectativa, o elocubrar...
Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005
Violetas
- Eu não concordo com o que você diz.
- Eu também não concordo com o que você está fazendo.
Pararam por um segundo, cada uma respirando em silêncio.
- Olha - retomou a primeira- e se a gente encontrasse um meio-termo?
A outra sorriu, e seu rosto iluminou-se:
- SIM! Um meio- termo é EXATAMENTE o que precisamos!!!
Abraçaram-se felizes. Um abraço apertado, que espirrou flores para todos os lados. Elas recolheram as violetas e colocaram sobre a mesa, cada uma no seu vasinho.
- Eu também não concordo com o que você está fazendo.
Pararam por um segundo, cada uma respirando em silêncio.
- Olha - retomou a primeira- e se a gente encontrasse um meio-termo?
A outra sorriu, e seu rosto iluminou-se:
- SIM! Um meio- termo é EXATAMENTE o que precisamos!!!
Abraçaram-se felizes. Um abraço apertado, que espirrou flores para todos os lados. Elas recolheram as violetas e colocaram sobre a mesa, cada uma no seu vasinho.
Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005
Transparência
Devagar, ela foi tirando o xale que envolvia a caixa pequena, que estava lá bem guardada, e que ela mantinha cuidadosamente trancada. A tampa era toda de vidro, e por ela se via com clareza todo o interior da caixa.
Ali, havia umas fotos, havia umas feridas, algumas lágrimas.
Objetos de que ela se orgulhava e outros que a deixavam embaraçada, mas ela descobriu a caixa ante os olhos dele mesmo assim.
Tirou o xale e colocou a caixa de vidro sob a luz do sol que entrava pela janela. Ele olhou e ela sorriu.
Pode olhar, pode ver tudo. Não é muito, mas é tudo o que eu tenho.
Ali, havia umas fotos, havia umas feridas, algumas lágrimas.
Objetos de que ela se orgulhava e outros que a deixavam embaraçada, mas ela descobriu a caixa ante os olhos dele mesmo assim.
Tirou o xale e colocou a caixa de vidro sob a luz do sol que entrava pela janela. Ele olhou e ela sorriu.
Pode olhar, pode ver tudo. Não é muito, mas é tudo o que eu tenho.
Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005
Um conto de Algodão
Abriu os olhos. Queria ter se virado e olhado para o lado, mas não precisava disso para saber que ele estava ali, exatamente no mesmo lugar em que estivera quando ela os fechou. Sentia o braço dele apoiado com leveza sobre seu ombro, como se velasse seu sono enquanto ela dormia.
Moveu-se devagar, para não acordá-lo. Virou o pescoço para dar uma espiada nele antes de levatar, vê-lo dormindo.
E lá estava ele, sereno, respirando longa e lentamente, de olhos abertos. "Tava vendo você dormir".
O mundo nunca acaba quando deveria.
Moveu-se devagar, para não acordá-lo. Virou o pescoço para dar uma espiada nele antes de levatar, vê-lo dormindo.
E lá estava ele, sereno, respirando longa e lentamente, de olhos abertos. "Tava vendo você dormir".
O mundo nunca acaba quando deveria.
Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005
E já que é carnaval...
Foi um rio que passou na minha vida
E meu coração se deixou levar...
(emprestado compulsoriamente do Paulinho da Viola)
E meu coração se deixou levar...
(emprestado compulsoriamente do Paulinho da Viola)
Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005
Boa menina
Disseram que eu vou pro céu.
Aí eu pergunto: FAZER O QUÊ??? NÃO CONHEÇO NINGUÉM LÁ!!!!
Aí eu pergunto: FAZER O QUÊ??? NÃO CONHEÇO NINGUÉM LÁ!!!!
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Love By the Book
Deu na Época. Agora todo mundo sabe tudo sobre relacionamentos amorosos. Tem até um povo da Universidade de Washington que chegou numa fórmula matemática (uma não, quatro!) do amor, atribuindo a cada variável representações numéricas de interações positivas ou negativas entre um casal.
Minha citação favorita, no entanto, foi uma lista de conselhos que ajudam uma moçoila a não cair em tentação nem nas armadilhas de um homem que só deixará de herança um coração partido e a sensação de perda de tempo. Essa lista foi extraída do livro Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você, escrito por Greg Behrendt e Liz Tucillo, aliás roteiristas de Sex & The City. Olha cada uma:
1 - Não saia com um homem que não a convidou ANTES pra sair.
2 - Não saia com quem a deixou esperando no telefone.
3 - Não saia com um homem casado.
4 - Não namore um cara que não faz você se sentir sexualmente atraente.
5 - Não mantenha um relacionamento com quem bebe a ponto de lhe deixar desconfortável.
6 - Não fique com alguém que tem medo de falar sobre o futuro de vocês dois.
7 - Não gaste seu precioso tempo com um ex que te rejeitou no passado.
8 - Não marque um encontro com alguém que não parece realmente a fim de você.
9 - Não namore alguém que não seja bom, delicado e amoroso com você.
Quem nunca fez nenhuma dessas põe-o-dedo-a-qui, que já-vai-fe-char!
Minha citação favorita, no entanto, foi uma lista de conselhos que ajudam uma moçoila a não cair em tentação nem nas armadilhas de um homem que só deixará de herança um coração partido e a sensação de perda de tempo. Essa lista foi extraída do livro Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você, escrito por Greg Behrendt e Liz Tucillo, aliás roteiristas de Sex & The City. Olha cada uma:
1 - Não saia com um homem que não a convidou ANTES pra sair.
2 - Não saia com quem a deixou esperando no telefone.
3 - Não saia com um homem casado.
4 - Não namore um cara que não faz você se sentir sexualmente atraente.
5 - Não mantenha um relacionamento com quem bebe a ponto de lhe deixar desconfortável.
6 - Não fique com alguém que tem medo de falar sobre o futuro de vocês dois.
7 - Não gaste seu precioso tempo com um ex que te rejeitou no passado.
8 - Não marque um encontro com alguém que não parece realmente a fim de você.
9 - Não namore alguém que não seja bom, delicado e amoroso com você.
Quem nunca fez nenhuma dessas põe-o-dedo-a-qui, que já-vai-fe-char!
Telegrama
Estava lendo o Navegar Impreciso do Arlindo e vi um post show de bola sobre a música Sabiá. Eu não conhecia a história da música, nem do festival que ela venceu.
Chamou minha atenção o telegrama. Lembrei-me da época em que os telegramas eram importantes, urgentes, a coisa mais rápida que podia existir depois do telefone, numa época em que ter telefone em casa não era pra qualquer um, e que interurbano era coisa para quem tinha cacife pra bancar a minutagem, quase um telefonema internacional.
Recebia-se telegrama no aniversário, quando se casava, quando se batizava um bebê, quando se formava na faculdade. Quando nascia um bebê, mandava-se telegrama pra avisar, apenas para os mais próximos, porém, porque telegrama era coisa cara. O resto era avisado por carta, ou de boca. O telegrama era símbolo de status e consideração.
E quando não era nenhuma dessas ocasiões, a chegada de um telegrama sempre provocava tensão. Quem tinha morrido? A coisa era tão séria que quando chegava telegrama na minha casa, a ordem era abrir imediatamente, mesmo que o destinatário não estivesse presente, porque a notícia era urgente e não podia esperar, numa época em que poucas coisas eram assim tão urgentes e tinha-se que esperar bastante por quase tudo.
Chamou minha atenção o telegrama. Lembrei-me da época em que os telegramas eram importantes, urgentes, a coisa mais rápida que podia existir depois do telefone, numa época em que ter telefone em casa não era pra qualquer um, e que interurbano era coisa para quem tinha cacife pra bancar a minutagem, quase um telefonema internacional.
Recebia-se telegrama no aniversário, quando se casava, quando se batizava um bebê, quando se formava na faculdade. Quando nascia um bebê, mandava-se telegrama pra avisar, apenas para os mais próximos, porém, porque telegrama era coisa cara. O resto era avisado por carta, ou de boca. O telegrama era símbolo de status e consideração.
E quando não era nenhuma dessas ocasiões, a chegada de um telegrama sempre provocava tensão. Quem tinha morrido? A coisa era tão séria que quando chegava telegrama na minha casa, a ordem era abrir imediatamente, mesmo que o destinatário não estivesse presente, porque a notícia era urgente e não podia esperar, numa época em que poucas coisas eram assim tão urgentes e tinha-se que esperar bastante por quase tudo.
Nota
Acabo de saber que uma amiga minha ficou viúva. Pouco mais nova do que eu, casada há pouco tempo, com um filhinho de um ano de idade mais ou menos.
Estava viajando de férias, o marido foi picado por uma abelha, teve uma reação alérgica, e apesar de socorrido, morreu de parada cardíaca.
Esses acontecimentos sempre me fazem pensar em como tantas vezes procuramos pêlo em ovo e olhamos mais para o que não temos do que para tudo o que temos.
Estava viajando de férias, o marido foi picado por uma abelha, teve uma reação alérgica, e apesar de socorrido, morreu de parada cardíaca.
Esses acontecimentos sempre me fazem pensar em como tantas vezes procuramos pêlo em ovo e olhamos mais para o que não temos do que para tudo o que temos.
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
Mediocridade
Ontem logo cedo saiu na internet a notícia do assalto à casa do William Bonner e da Fátima Bernardes, inclusive com a divulgação da nota do Bonner quanto ao ocorrido.
Sete e meia da noite, entra no ar o Jornal da Record e Salete Lemos apresenta a notícia do assalto. Igualzinha, em todos os termos, da noticia que eu havia lido quase 12 horas antes. Até a ordem das palavras era igual. Até a frase finalizando a matéria era a mesma. Tudo copiadinho, e nem estou me referindo à nota oficial do William Bonner, que esta, uma vez reproduzida, obviamente que tem de ser igual em tudo quanto é canto.
Nenhum fato novo foi apresentado, nem mesmo um "ao vivo" improvisado na porta do condomínio, nenhum outro tipo de apuração, nada além da cópia pura e simples da notícia online, em todas as vírgulas, pausas e suspiros. Nem mesmo o trabalho de inverter a ordem das frases.
Para continuar no mesmo Jornal da Record: Isto é uma vergonha!
Sete e meia da noite, entra no ar o Jornal da Record e Salete Lemos apresenta a notícia do assalto. Igualzinha, em todos os termos, da noticia que eu havia lido quase 12 horas antes. Até a ordem das palavras era igual. Até a frase finalizando a matéria era a mesma. Tudo copiadinho, e nem estou me referindo à nota oficial do William Bonner, que esta, uma vez reproduzida, obviamente que tem de ser igual em tudo quanto é canto.
Nenhum fato novo foi apresentado, nem mesmo um "ao vivo" improvisado na porta do condomínio, nenhum outro tipo de apuração, nada além da cópia pura e simples da notícia online, em todas as vírgulas, pausas e suspiros. Nem mesmo o trabalho de inverter a ordem das frases.
Para continuar no mesmo Jornal da Record: Isto é uma vergonha!
O amanhecer
O amanhecer é a hora mais linda do dia, e também a mais simbólica.
Se as coisas vão mal, pode ser um momento bastante difícil, o de deixar a segurança da sua cama, do seu cobertor, do seu quarto, e ter de enfrentar a vida e os problemas que ficaram apenas esperando a hora de você acordar para lembrá-lo que eles existem e estão à sua espera.
Se as coisas vão bem, mesmo no dia mais nublado dá pra ver uma nesguinha de sol e mesmo a chuva mais intensa parece uma chuva de verão que logo logo vai passar. Sair do quarto com o ânimo renovado, a alma descansada, todas as coisas do mundo parecem lhe dizer bom dia!
E se as coisas vão meio bem, meio mal, bem de um lado, mal do outro, o amanhecer significa a renovação da esperança, a chance que se dá para ser mais feliz naquele dia que no outro, ainda que só um pouquinho a mais, não importa. É como se cada amanhecer fosse primeiro de janeiro, como se cada dia fosse o ano novo batendo a sua porta e te chamando para a vida, lembrando a você que tudo continua o mesmo, mas que pode ser diferente, renovado, único.
O amanhecer é mágico...
Se as coisas vão mal, pode ser um momento bastante difícil, o de deixar a segurança da sua cama, do seu cobertor, do seu quarto, e ter de enfrentar a vida e os problemas que ficaram apenas esperando a hora de você acordar para lembrá-lo que eles existem e estão à sua espera.
Se as coisas vão bem, mesmo no dia mais nublado dá pra ver uma nesguinha de sol e mesmo a chuva mais intensa parece uma chuva de verão que logo logo vai passar. Sair do quarto com o ânimo renovado, a alma descansada, todas as coisas do mundo parecem lhe dizer bom dia!
E se as coisas vão meio bem, meio mal, bem de um lado, mal do outro, o amanhecer significa a renovação da esperança, a chance que se dá para ser mais feliz naquele dia que no outro, ainda que só um pouquinho a mais, não importa. É como se cada amanhecer fosse primeiro de janeiro, como se cada dia fosse o ano novo batendo a sua porta e te chamando para a vida, lembrando a você que tudo continua o mesmo, mas que pode ser diferente, renovado, único.
O amanhecer é mágico...
Terça-feira, Fevereiro 01, 2005
Dúvida
Os conceitos de "Moça pra casar" (amplamente debatido aqui em outros carnavais) e "Mulher vivida" são excludentes?
Só queria entender....
Só queria entender....