Terça-feira, Agosto 31, 2004
Nem só no processo terapêutico
"(...) Não se pode empreender sozinho a viagem de autodescoberta que constitui o
processo terapêutico. Como Dante, em A Divina Comédia, o viajante solitário
está perdido e confuso. Em sua angústia ao encontrar-se perdido numa
floresta e sentindo-se ameaçado por animais selvagens, Dante invoca Beatriz,
sua protetora no céu. Ela envia-lhe Virgílio, o poeta romano, para que seja
seu guia ao longo do caminho para casa através do Inferno, que apresenta
perigos ao viajante. Virgílio pôde ajudar Dante a atravessar em segurança
essa região terrível porque ele mesmo já havia feito aquele trajeto antes.
Com a ajuda de Virgílio, Dante cruza o inferno em segurança; depois, passa
também pelo Purgatório e, então, entra no Paraíso. No processo terapêutico,
o guia é uma pessoa que realizou uma viagem de autodescoberta semelhante,
atravessando seu próprio inferno. Para ser um guia eficiente na terapia
analítica, o terapeuta deve ter-se submetido a uma auto-análise minuciosa,
que tenha levado à sua própria auto-realização."
Alegria, Alexander Lowen, página 24
Colaboração da Silvia Balderama.
processo terapêutico. Como Dante, em A Divina Comédia, o viajante solitário
está perdido e confuso. Em sua angústia ao encontrar-se perdido numa
floresta e sentindo-se ameaçado por animais selvagens, Dante invoca Beatriz,
sua protetora no céu. Ela envia-lhe Virgílio, o poeta romano, para que seja
seu guia ao longo do caminho para casa através do Inferno, que apresenta
perigos ao viajante. Virgílio pôde ajudar Dante a atravessar em segurança
essa região terrível porque ele mesmo já havia feito aquele trajeto antes.
Com a ajuda de Virgílio, Dante cruza o inferno em segurança; depois, passa
também pelo Purgatório e, então, entra no Paraíso. No processo terapêutico,
o guia é uma pessoa que realizou uma viagem de autodescoberta semelhante,
atravessando seu próprio inferno. Para ser um guia eficiente na terapia
analítica, o terapeuta deve ter-se submetido a uma auto-análise minuciosa,
que tenha levado à sua própria auto-realização."
Alegria, Alexander Lowen, página 24
Colaboração da Silvia Balderama.
Alguém me ajude...
... a salvar a reputação de uma amiga querida me dizendo como é que se apaga nome pichado no muro?
Da série o mundo é uma ervilha
Acabei de voltar de uma festa badalada, daquelas que têm mais famosos do que gente pra ver os famosos, manja?
Eis que caminha em minha direção o Rocco Pitanga (o Felipe da novela Da Cor do Pecado), com cara de quem vai me cumprimentar. A troco?, pensei eu...
Pudera... ao lado dele, estava uma amiga minha de adolescência em Brasília! Alguém que eu não via há uns 15, 18 anos pelo menos. Que freqüentava a danceteria do clube da aeronáutica comigo, na época em que eu usava botinha branca com uns bordados hippie chique. Imaginem só!!!
E ficamos lá as duas um tempinho, relembrando os fatos da adolescência candanga, com todos os podres que eventualmente surgem num encontro como esse.
Como disse Lala uns posts atrás, o mundo é mesmo uma ervilha.... e nem precisei do Orkut!
Eis que caminha em minha direção o Rocco Pitanga (o Felipe da novela Da Cor do Pecado), com cara de quem vai me cumprimentar. A troco?, pensei eu...
Pudera... ao lado dele, estava uma amiga minha de adolescência em Brasília! Alguém que eu não via há uns 15, 18 anos pelo menos. Que freqüentava a danceteria do clube da aeronáutica comigo, na época em que eu usava botinha branca com uns bordados hippie chique. Imaginem só!!!
E ficamos lá as duas um tempinho, relembrando os fatos da adolescência candanga, com todos os podres que eventualmente surgem num encontro como esse.
Como disse Lala uns posts atrás, o mundo é mesmo uma ervilha.... e nem precisei do Orkut!
Pelos direitos do idoso
Meu pai, pra quem não o conhece, é uma figura. É dele ditados do tipo "morrem as vacas para alegria dos urubus" (quando vc se beneficia involuntariamente de uma situação trágica, desfavorável à outra pessoa), "vai que um dia a coruja erra o toco..." (quando vc acha que algo não tem a remota chance de acontecer e não se prepara praquilo).
Desde sempre meu pai foi O consumidor. Do tipo que se queixa e leva tudo às últimas conseqüências, que cobra dos políticos as promessas de campanha. Morando em Brasília há 25 anos, já facilita o troço, aposentado então, nem se fala...
Ele anda com uma cópia reduzida e plastificada da lei de preferência aos idosos no bolso e faz valer seus direitos. E quando alguém vai reclamar, ele recomenda ao reclamante que faça um abaixo assinado com não sei quantas assinaturas e mude a lei no Congresso Nacional.
Pois bem...
Uma vez que no começo do ano foi promulgado o Estatuto do Idoso (ele tem 73 anos, corpo de 50, disposição de 25) e uma vez que 7 de setembro se aproxima e meu pai, militar aposentado que é, adora assistir à parada in loco, ele achou coerentíssimo que se fizesse valer o Estatudo do Idoso também no evento que se avizinha.
E mandou uma carta para o Ministro da Defesa, solicitando, em caráter nacional (porque ele pensa em toda a comunidade idosa, não apenas nele mesmo), que os idosos tivessem lugares reservados para assistir ao desfile da Independência.
Detalhe importante: os lugares teriam de ser à sombra...
Alguém duvida de que no dia 7 de setembro, na parada militar de Brasília, o lugar que se localiza à sombra do pé de manga número 335A vai ser dele? Eu não...
Desde sempre meu pai foi O consumidor. Do tipo que se queixa e leva tudo às últimas conseqüências, que cobra dos políticos as promessas de campanha. Morando em Brasília há 25 anos, já facilita o troço, aposentado então, nem se fala...
Ele anda com uma cópia reduzida e plastificada da lei de preferência aos idosos no bolso e faz valer seus direitos. E quando alguém vai reclamar, ele recomenda ao reclamante que faça um abaixo assinado com não sei quantas assinaturas e mude a lei no Congresso Nacional.
Pois bem...
Uma vez que no começo do ano foi promulgado o Estatuto do Idoso (ele tem 73 anos, corpo de 50, disposição de 25) e uma vez que 7 de setembro se aproxima e meu pai, militar aposentado que é, adora assistir à parada in loco, ele achou coerentíssimo que se fizesse valer o Estatudo do Idoso também no evento que se avizinha.
E mandou uma carta para o Ministro da Defesa, solicitando, em caráter nacional (porque ele pensa em toda a comunidade idosa, não apenas nele mesmo), que os idosos tivessem lugares reservados para assistir ao desfile da Independência.
Detalhe importante: os lugares teriam de ser à sombra...
Alguém duvida de que no dia 7 de setembro, na parada militar de Brasília, o lugar que se localiza à sombra do pé de manga número 335A vai ser dele? Eu não...
Segunda-feira, Agosto 30, 2004
Sobre os chatos
(...) Muita gente já tinha chegado de férias e acho que havia mais ou menosum milhão de pequenas por ali, sentadas ou em pé, esperando os namorados. Garotas de pernas cruzadas, garotas de pernas descruzadas, garotas com pernas fabulosas, gadortas com pernas pavorosas, garotas que pareciam boazinhas, garotas que, se a gente fosse conhecer, ia ver que eram umas safadas. Era realmente uma paisagem interessante.
De certo modo, também era meio deprimente, porque a gente ficava pensando no que ia acontecer com todas elas. Quer dizer, depois que terminassem o ginásio e a faculdade. A maioria ia provavelmente casar com uns bobalhões.
Esses sujeitos que vivem dizendo quantos quilômetros fazem com um livro de gasolina. Sujeitos que ficam doentes de raiva, igualzinho a umas crian;cas, se perdem no golfe ou até mesmo num jogo besta como pingue-pongue. Sujeitos que são um bocado perversos. Sujeitos chatos para burro.
Mas é preciso ter cuidado com isso, com essa mania de chamar certos caras de chatos. Não entendo bem os chatos. Juro que não. No Elkton Hills, durante uns dois meses fui companheiro de quarto dum garoto, o Harris Macklin. Ele era muito inteligente e tudo, mas era um dos maiores chatos que já encontrei na minha vida.
Tinha uma dessas vozes de taquara rachada e praticamente não parava nunca de falar. Não havia jeito de se calar, e o pior de tudo é que, em primeiro lugar, nunca dizia uma única coisa que a gente tivesse interesse de ouvir.
Mas tinha uma coisa que ele fazia como ninguém: o filho da puta assoviava como gente grande. Ele ficava fazendo a cama ou pendurando seus trecos no armário - vivia pendurando alguma coisa no armário, me deixava maluco - e, quando não estava tagarelando com aquela voz de taquara rachada, ficava assoviando o tempo todo. Ele era capaz de assoviar até troços clássicos, mas quase sempre assoviada músicas de jazz. (...)
Claro que eu nunca disse a ele que o achava um assoviador fabuloso. Ninguém vai chegar junto de um cara e dizer: "Você é um assoviador fabuloso". Mas morei com ele uns dois meses, apesar de toda a chatura, só porque ele assoviava bem para burro.
Por isso, tenho minhas dúvidas quanto aos chatos. Talvez a gente não deva sentir tanta pena de ver uma garota legal se casar com um deles. A maioria não faz mal a ninguém e talvez, sem que a gente saiba, sejam todos uns assoviadores fabulosos ou coisa parecida. Nunca se sabe... (...)
Fonte: de - O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger, 1945, Editora do Autor, pag. 122
Por: Nando Barrichelo, em BIBLIOTECA FERNANDO BARRICHELO
De certo modo, também era meio deprimente, porque a gente ficava pensando no que ia acontecer com todas elas. Quer dizer, depois que terminassem o ginásio e a faculdade. A maioria ia provavelmente casar com uns bobalhões.
Esses sujeitos que vivem dizendo quantos quilômetros fazem com um livro de gasolina. Sujeitos que ficam doentes de raiva, igualzinho a umas crian;cas, se perdem no golfe ou até mesmo num jogo besta como pingue-pongue. Sujeitos que são um bocado perversos. Sujeitos chatos para burro.
Mas é preciso ter cuidado com isso, com essa mania de chamar certos caras de chatos. Não entendo bem os chatos. Juro que não. No Elkton Hills, durante uns dois meses fui companheiro de quarto dum garoto, o Harris Macklin. Ele era muito inteligente e tudo, mas era um dos maiores chatos que já encontrei na minha vida.
Tinha uma dessas vozes de taquara rachada e praticamente não parava nunca de falar. Não havia jeito de se calar, e o pior de tudo é que, em primeiro lugar, nunca dizia uma única coisa que a gente tivesse interesse de ouvir.
Mas tinha uma coisa que ele fazia como ninguém: o filho da puta assoviava como gente grande. Ele ficava fazendo a cama ou pendurando seus trecos no armário - vivia pendurando alguma coisa no armário, me deixava maluco - e, quando não estava tagarelando com aquela voz de taquara rachada, ficava assoviando o tempo todo. Ele era capaz de assoviar até troços clássicos, mas quase sempre assoviada músicas de jazz. (...)
Claro que eu nunca disse a ele que o achava um assoviador fabuloso. Ninguém vai chegar junto de um cara e dizer: "Você é um assoviador fabuloso". Mas morei com ele uns dois meses, apesar de toda a chatura, só porque ele assoviava bem para burro.
Por isso, tenho minhas dúvidas quanto aos chatos. Talvez a gente não deva sentir tanta pena de ver uma garota legal se casar com um deles. A maioria não faz mal a ninguém e talvez, sem que a gente saiba, sejam todos uns assoviadores fabulosos ou coisa parecida. Nunca se sabe... (...)
Fonte: de - O Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger, 1945, Editora do Autor, pag. 122
Por: Nando Barrichelo, em BIBLIOTECA FERNANDO BARRICHELO
O que há por vir
"Dia de muito, véspera de nada"
Ai.
Ai.
O Paradoxo da Brasilidade
Então o Vanderlei Cordeiro de Lima deu um show na Maratona, a mais tradicional entre todas as provas da Olimpíada. Todo mundo viu, ele liderou a prova de cabo a rabo. Encheu o Brasil todinho de orgulho.
Aí veio um doido e deixou todo mundo perplexo. Mandou o Vanderlei pro chão. E o ouro dele, merecido, conquistado, ganho já, virou bronze.
Puta sacanagem. O cara foi atacado, e ninguém fez nada. Botaram o pódio lá, deram o ouro dele pra outro, o bronze pra ele, e tudo certo?
Eu fiquei indignada. COMO ASSIM??? ESSE OURO ERA DELE!!! Então a gente amarra o Greg Luganis no trampolim e ele não ganha! Então na semifinal do basquete feminino a gente costurava a cesta da Rússia e elas não ganhariam a medalha de bronze!
E aí fiquei vendo o Vanderlei com a medalha de bronze, Feliz de sua vida, orgulhoso e emocionado, mais do que indignado. E fiquei pensando na tal síndrome de viralatismo que Nelson Rodrigues atribiuiu ao povo brasileiro. Somos cordatos, estamos contentes com tudo, o que vier é lucro.
Queria gritar que NÃO É NÃO!! O que vier NÃO É LUCRO!!! Queremos o que é nosso, a medalha de ouro era dele!!! Por que deixaram aquele doido invadir a porcaria do percurso!!!!!
Entre minha raiva e a total inabilidade dos gestores da prova, estava o sorrisão do Vanderlei. Que me fez pensar se não é tudo mais simples quando se saboreia o que se tem... por que ficar histérica pelo ouro, se o bronze traz tanta felicidade?
Sei lá. É que às vezes dá muita raiva a gente ser invadido no final.
Aí veio um doido e deixou todo mundo perplexo. Mandou o Vanderlei pro chão. E o ouro dele, merecido, conquistado, ganho já, virou bronze.
Puta sacanagem. O cara foi atacado, e ninguém fez nada. Botaram o pódio lá, deram o ouro dele pra outro, o bronze pra ele, e tudo certo?
Eu fiquei indignada. COMO ASSIM??? ESSE OURO ERA DELE!!! Então a gente amarra o Greg Luganis no trampolim e ele não ganha! Então na semifinal do basquete feminino a gente costurava a cesta da Rússia e elas não ganhariam a medalha de bronze!
E aí fiquei vendo o Vanderlei com a medalha de bronze, Feliz de sua vida, orgulhoso e emocionado, mais do que indignado. E fiquei pensando na tal síndrome de viralatismo que Nelson Rodrigues atribiuiu ao povo brasileiro. Somos cordatos, estamos contentes com tudo, o que vier é lucro.
Queria gritar que NÃO É NÃO!! O que vier NÃO É LUCRO!!! Queremos o que é nosso, a medalha de ouro era dele!!! Por que deixaram aquele doido invadir a porcaria do percurso!!!!!
Entre minha raiva e a total inabilidade dos gestores da prova, estava o sorrisão do Vanderlei. Que me fez pensar se não é tudo mais simples quando se saboreia o que se tem... por que ficar histérica pelo ouro, se o bronze traz tanta felicidade?
Sei lá. É que às vezes dá muita raiva a gente ser invadido no final.
Sexta-feira, Agosto 27, 2004
Máuketim
Minha confecção (IC Artigos Promocionais e Uniformes) fica em uma rua calma, no Mundo Maravilhoso de Santo Amaro (um bairro enorme aqui em São Paulo, que, por ter sido uma cidade no começo do século XX, tem de tudo o que você imagina e coisas das quais você até mesmo duvida!).
E quase toda tarde passa o molequinho do pão, de bicicleta. Pães caseiros, deliciosos, que ele entrega de casa em casa, usando uma espécie de triciclo com uma caixa de metal atrás.
Pois bem, fiquei eu observando a caixa e tive reforçado, mais uma vez, que marketing é tudo no mundo em que vivemos. Na caixa, tinha o nome da "padaria" ambulante, com logo inspirado na Casa do Pão de Queijo desenhado a mão, o preço promocional do pãozinho, mais barato que na padoca. Isso tudo na lateral, junto com coisas do tipo "deliciosos pães", desenho de pão, agora não me lembro bem.
O que me chamou mesmo atenção foi o que vinha na parte de trás da caixa. Era a ação promocional para alvancar as vendas e fidelizar a clientela.
Na compra de 2,00 (isso mesmo, dois reais) em produtos, o cliente concorre a prêmios.
Primeiro prêmio: uma bike (assim mesmo)
Segundo prêmio: uma batedeira
Nós, clientes assíduos da padaria ambulante, já estamos planejando como vamos dividir o prêmio entre todos nós, lá na IC...
E quase toda tarde passa o molequinho do pão, de bicicleta. Pães caseiros, deliciosos, que ele entrega de casa em casa, usando uma espécie de triciclo com uma caixa de metal atrás.
Pois bem, fiquei eu observando a caixa e tive reforçado, mais uma vez, que marketing é tudo no mundo em que vivemos. Na caixa, tinha o nome da "padaria" ambulante, com logo inspirado na Casa do Pão de Queijo desenhado a mão, o preço promocional do pãozinho, mais barato que na padoca. Isso tudo na lateral, junto com coisas do tipo "deliciosos pães", desenho de pão, agora não me lembro bem.
O que me chamou mesmo atenção foi o que vinha na parte de trás da caixa. Era a ação promocional para alvancar as vendas e fidelizar a clientela.
Na compra de 2,00 (isso mesmo, dois reais) em produtos, o cliente concorre a prêmios.
Primeiro prêmio: uma bike (assim mesmo)
Segundo prêmio: uma batedeira
Nós, clientes assíduos da padaria ambulante, já estamos planejando como vamos dividir o prêmio entre todos nós, lá na IC...
Quinta-feira, Agosto 26, 2004
Só comigo
Imagine o encontro perfeito. Uma noite quente, uma mesa ao ar livre, boa comida, bom chopp, excelente companhia, uma conversa que corria solta e entusiasmada, uma delícia!
Não aconteceu nada do que costuma acontecer: meu agradabilíssimo acompanhante não tinha chulé, não falava "nós vai" nem "vou estar te ligando", não palitava os dentes, não fez nada de errado.
É claro que ALGUMA COISA TINHA QUE ACONTECER pra eu ter história pra contar pros netos. E essa ALGUMA COISA, foi um espetacular TOMBO, que levei tão logo desci do carro. PRIMEIRA COISA DA NOITE, assim como um carro abre alas mesmo. O salto enroscou num maldito buraco, e eu fui pro chão, em câmera lenta, estabacada e de quatro. PUTA TOMBO LOGO DE CARA.
Sabe aquele ditado "A primeira impressão é a que fica"? Deus me ajude que isso seja mentira. Não quero que a impressão que fique de mim nesse moço seja eu de quatro, na calçada.
Só comigo mesmo.....
Não aconteceu nada do que costuma acontecer: meu agradabilíssimo acompanhante não tinha chulé, não falava "nós vai" nem "vou estar te ligando", não palitava os dentes, não fez nada de errado.
É claro que ALGUMA COISA TINHA QUE ACONTECER pra eu ter história pra contar pros netos. E essa ALGUMA COISA, foi um espetacular TOMBO, que levei tão logo desci do carro. PRIMEIRA COISA DA NOITE, assim como um carro abre alas mesmo. O salto enroscou num maldito buraco, e eu fui pro chão, em câmera lenta, estabacada e de quatro. PUTA TOMBO LOGO DE CARA.
Sabe aquele ditado "A primeira impressão é a que fica"? Deus me ajude que isso seja mentira. Não quero que a impressão que fique de mim nesse moço seja eu de quatro, na calçada.
Só comigo mesmo.....
Terça-feira, Agosto 24, 2004
KBÔ.....
Ontem foi o último capítulo de Sex and the City. Achei que acabou muito rapidinho, mas nada que traumatizasse a alguém acostumado aos últimos capítulos de novela brasileira, em que as coisas acabam assim, poft! de uma hora pra outra. Alguns pontos porém me chamaram mais a atenção:
1. Emocionante o mr. Big no capítulo final, o ator soube dar o tom da personagem sem descaracterizá-la. E mais! Ficamos sabendo o nome dele, enfim!
2. Miranda. A reviravolta da personagem foi, para mim, a mais bem construída de toda a série. A Miranda do começo foi mudando, mudando, mudando, sem perder a essência da Miranda original. Amolecendo suas radicais convicções, deixando de lado o ser puramente racional para se permitir ser mãe, esposa, nora... Trabalho de mestre do autor, do diretor e da atriz.
3. O troféu "moço tudo de bom" vai para o namorado da Samantha. Sem ser piegas, sem ser submisso, conseguiu dobrar aquela que não entregava seu coração a ninguém. Chegou de mansinho na série, como se fosse apenas mais um, e foi ficando, ficando... exatamente como na vida da personagem. Deu um show!!!!
4. Charlotte e sua felicidade, depois de tanto sonhar com o casamento e o marido perfeitos, descobrindo a perfeição e a felicidade onde menos esperava, de forma emocionante. Amadureceu ao longo dos anos, sem perder a doçura e o romantismo que a caracterizavam.
5. E Carrie? Ah... Carrie, quem não poderia se identificar com sua alegria ao recuperar seu colar, como uma metáfora de resgate de si própria?
E aí que hoje escuto de uma amiga a pergunta em tom de ironia: você também é mais uma das mulheres que estão chorando por que Sex and the City acabou? E eu respondi: chorando não, porque dia 6/09 começam a reprisá-la no Multishow, todo dia, de segunda a sexta, às 21h, desde a primeira temporada, pra quem pegou o bonde andando e virou fã, como eu (Bóbis que Brilham também é serviço!).
Mas ontem, confesso que chorei... de saudades...
1. Emocionante o mr. Big no capítulo final, o ator soube dar o tom da personagem sem descaracterizá-la. E mais! Ficamos sabendo o nome dele, enfim!
2. Miranda. A reviravolta da personagem foi, para mim, a mais bem construída de toda a série. A Miranda do começo foi mudando, mudando, mudando, sem perder a essência da Miranda original. Amolecendo suas radicais convicções, deixando de lado o ser puramente racional para se permitir ser mãe, esposa, nora... Trabalho de mestre do autor, do diretor e da atriz.
3. O troféu "moço tudo de bom" vai para o namorado da Samantha. Sem ser piegas, sem ser submisso, conseguiu dobrar aquela que não entregava seu coração a ninguém. Chegou de mansinho na série, como se fosse apenas mais um, e foi ficando, ficando... exatamente como na vida da personagem. Deu um show!!!!
4. Charlotte e sua felicidade, depois de tanto sonhar com o casamento e o marido perfeitos, descobrindo a perfeição e a felicidade onde menos esperava, de forma emocionante. Amadureceu ao longo dos anos, sem perder a doçura e o romantismo que a caracterizavam.
5. E Carrie? Ah... Carrie, quem não poderia se identificar com sua alegria ao recuperar seu colar, como uma metáfora de resgate de si própria?
E aí que hoje escuto de uma amiga a pergunta em tom de ironia: você também é mais uma das mulheres que estão chorando por que Sex and the City acabou? E eu respondi: chorando não, porque dia 6/09 começam a reprisá-la no Multishow, todo dia, de segunda a sexta, às 21h, desde a primeira temporada, pra quem pegou o bonde andando e virou fã, como eu (Bóbis que Brilham também é serviço!).
Mas ontem, confesso que chorei... de saudades...
O conceito de vencer
Vencer, não é simplesmente ganhar. Quem acredita nesse significado estreito certamente incorre no erro da definição e na constante frustração. Ontem, na arena do estádio de esporte artístico de Atenas, quem falhou não foi o corpo mal lançado de Daiane dos Santos que ultrapassou o limite permitido do tablado, nem tão pouco as pernas que, mesmo fortes, bambearam deixando o espetáculo menos glamuroso (será?). Nós é que metemos os nossos mal posicionados pés pelas nossas ansiosas mãos ao depositar em uma menina a obrigação de uma medalha de ouro. Quisera tivéssemos tomado cada conquista - a classificação para a olimpíada, a vaga entre as semi-finalistas e a final entre as melhores do mundo - com o sabor de vitória.
Vencer é, na verdade, apenas e tao somente uma questão de calibrar as expectativas. Como diz uma canção infantil : “basta manter a cabeça alerta, a espinha ereta e coração tranquilo”!!!
PS. Para nós aqui de casa, a semana começou vitoriosa. Com expectativa bem pianinho lançamos o desafio de fazer nossa filhota de quase 2 meses dormir a noite toda. Resultado: já na primeira noite o “estiradão” dela (e nosso!) foi de 11pm-6am. VITÓRIA TOTAL!! Viu, tudo é uma questão de expectativa bem dosada!!!
Vencer é, na verdade, apenas e tao somente uma questão de calibrar as expectativas. Como diz uma canção infantil : “basta manter a cabeça alerta, a espinha ereta e coração tranquilo”!!!
PS. Para nós aqui de casa, a semana começou vitoriosa. Com expectativa bem pianinho lançamos o desafio de fazer nossa filhota de quase 2 meses dormir a noite toda. Resultado: já na primeira noite o “estiradão” dela (e nosso!) foi de 11pm-6am. VITÓRIA TOTAL!! Viu, tudo é uma questão de expectativa bem dosada!!!
Segunda-feira, Agosto 23, 2004
Ainda Olga
É provável que ainda tenha mais uns 3 ou 4 posts sobre o assunto, que a digestão do filme está sendo lenta. A cada pedacinho digerido, sou assaltada por novas idéias e outras sensações.
Tô mais com vergonha do Brasil dos anos 30 não... era o que era possível, com um povo cordato e um governo tirano.
Uma coisa me chamou muito a atenção, analizando os perfis de Olga e do Prestes. Meu Deus do céu, eram dois inocentes!!! Como eram ingênuos!!!
Já tinha me chocado, no início do filme, a conversa de Olga com o pai, quando ela decide sair de casa e ir morar num acampamento em Berlim. Uma inocente. Mas não são todos, os revolucionários? Será que não passam de um bando de sonhadores? O próprio Prestes, era pouco mais que um menino.
Enfim. Continuo digerindo. Depois rumino mais por aqui.
Tô mais com vergonha do Brasil dos anos 30 não... era o que era possível, com um povo cordato e um governo tirano.
Uma coisa me chamou muito a atenção, analizando os perfis de Olga e do Prestes. Meu Deus do céu, eram dois inocentes!!! Como eram ingênuos!!!
Já tinha me chocado, no início do filme, a conversa de Olga com o pai, quando ela decide sair de casa e ir morar num acampamento em Berlim. Uma inocente. Mas não são todos, os revolucionários? Será que não passam de um bando de sonhadores? O próprio Prestes, era pouco mais que um menino.
Enfim. Continuo digerindo. Depois rumino mais por aqui.
É HOJE!!!!!!
O último capítulo do seu, do meu, do nosso SEX AND THE CITY!!!... snif snif...
Domingo, Agosto 22, 2004
Nova novela das otcho
Sinopse:
"Moça desiludida, cansada de dar cabeçadas pela vida, farta de relacionamentos com homens que não lhe dão o devido valor, que não sabem reconhecer o coração de uma mulher devotada, querendo renunciar às noites frias e solitárias na sarjeta, quando se via afogada em álccol, encontra homem maduro e sedutor, orgulhoso de suas origens, ligado à família e sua santa mãezinha, romântico, sem vícios, carinhoso, tudo o que uma mulher pode querer na vida, e que ainda deixa a geladeira cheia, para ser o seu par perfeito e viver um grande amor que a conduzirá ao altar.
Nos papéis principais, Glória Pires e Tarcísio Meira.
"Moça desiludida, cansada de dar cabeçadas pela vida, farta de relacionamentos com homens que não lhe dão o devido valor, que não sabem reconhecer o coração de uma mulher devotada, querendo renunciar às noites frias e solitárias na sarjeta, quando se via afogada em álccol, encontra homem maduro e sedutor, orgulhoso de suas origens, ligado à família e sua santa mãezinha, romântico, sem vícios, carinhoso, tudo o que uma mulher pode querer na vida, e que ainda deixa a geladeira cheia, para ser o seu par perfeito e viver um grande amor que a conduzirá ao altar.
Nos papéis principais, Glória Pires e Tarcísio Meira.
Olga
... sem palavras...
Sábado, Agosto 21, 2004
Fechou!
Dito por Lala bobiana no hall de entrada do DirecTV, enquanto esperávamos começar o (ótimo!) show Ira Acústico MTV:
"Os dois melhores elogios para uma mulher: perguntar se ela já é maior de idade pra poder comprar bebida e perguntar se ela tem mais de 50kg pra poder doar sangue."
"Os dois melhores elogios para uma mulher: perguntar se ela já é maior de idade pra poder comprar bebida e perguntar se ela tem mais de 50kg pra poder doar sangue."
Quinta-feira, Agosto 19, 2004
Garotos de recado
Você conhece o tipo. É aquele que nunca diz diretamente o que sente por você. Os olhos dele transmitem desejo, os braços a seguram com firmeza, mas verbo, que é bom, não rola. Será que ele nunca vai se abrir, nunca vai falar? Menina, ele deixa um monte de pistas, você que não se dá conta.
Tem gente que, por não ter nascido com o dom da oratória e muito menos com vocação pra poeta, pede palavras emprestadas para dizer o que sente. Emprestadas de onde? Das músicas que gosta. Dos livros que dá de presente. Dos filmes que vive comentando. Está tudo ali, você que não presta atenção.
O que ele sente está na página 27 do livro do Borges que ele fez questão que você lesse. Aquele trecho de uma carta do Caio Fernando Abreu, que está sublinhado à caneta, não narra justamente o que vocês viveram no final de semana passado? E adivinhe por que o cara fez questão de levar você para ver aquele filme francês que ele já viu sozinho duas vezes. Adivinhe. Ele está inteiro naquela cena do casal dentro do metrô. É tudo o que ele gostaria de falar pra você, mas diz assim, através de terceiros.
O e-mail dele vem cheio de citações, ele vive cantarolando sempre a mesma música, até a camiseta que ele veste tem uma frase em inglês que você tem preguiça de traduzir. Traduza. Ele está falando com você.
Ele não diz nada de autoria própria, teme ficar solene, apavora-se diante das exigências verbais que lhe cobram. Prefere, disparado, as metáforas. É plagiador confesso. Preste atenção na letra, no refrão, na música que ele colocou pra tocar, ele está mandando um recado. Os cineastas, os poetas, os malucos, todos os homens apaixonados do planeta falam por ele, e você não escuta.
Ele quer que você leia os olhos, as mãos, os lábios. Ele não vai optar pelo chavão, pela trivialidade daquele "eu te amo" que você aguarda com impaciência. O idioma dele é outro. Ele silencia para que falem por ele. Atenção para aquele momento em que ele aumentou o som, interesse-se pelo trecho de Proust que ele sempre relê em voz alta, tente captar os versos que ele sabe de cor mas que não são de autoria dele - mas ao mesmo tempo são. Antene-se nos recados, em todas as palavras em que você tropeça e que foram largadas por ele bem no seu caminho, bem por onde você passa. Há mil maneiras de se fazer uma declaração.
MARTHA MEDEIROS
tirado do blog http://opassaroraro.blogspot.com/
Tem gente que, por não ter nascido com o dom da oratória e muito menos com vocação pra poeta, pede palavras emprestadas para dizer o que sente. Emprestadas de onde? Das músicas que gosta. Dos livros que dá de presente. Dos filmes que vive comentando. Está tudo ali, você que não presta atenção.
O que ele sente está na página 27 do livro do Borges que ele fez questão que você lesse. Aquele trecho de uma carta do Caio Fernando Abreu, que está sublinhado à caneta, não narra justamente o que vocês viveram no final de semana passado? E adivinhe por que o cara fez questão de levar você para ver aquele filme francês que ele já viu sozinho duas vezes. Adivinhe. Ele está inteiro naquela cena do casal dentro do metrô. É tudo o que ele gostaria de falar pra você, mas diz assim, através de terceiros.
O e-mail dele vem cheio de citações, ele vive cantarolando sempre a mesma música, até a camiseta que ele veste tem uma frase em inglês que você tem preguiça de traduzir. Traduza. Ele está falando com você.
Ele não diz nada de autoria própria, teme ficar solene, apavora-se diante das exigências verbais que lhe cobram. Prefere, disparado, as metáforas. É plagiador confesso. Preste atenção na letra, no refrão, na música que ele colocou pra tocar, ele está mandando um recado. Os cineastas, os poetas, os malucos, todos os homens apaixonados do planeta falam por ele, e você não escuta.
Ele quer que você leia os olhos, as mãos, os lábios. Ele não vai optar pelo chavão, pela trivialidade daquele "eu te amo" que você aguarda com impaciência. O idioma dele é outro. Ele silencia para que falem por ele. Atenção para aquele momento em que ele aumentou o som, interesse-se pelo trecho de Proust que ele sempre relê em voz alta, tente captar os versos que ele sabe de cor mas que não são de autoria dele - mas ao mesmo tempo são. Antene-se nos recados, em todas as palavras em que você tropeça e que foram largadas por ele bem no seu caminho, bem por onde você passa. Há mil maneiras de se fazer uma declaração.
MARTHA MEDEIROS
tirado do blog http://opassaroraro.blogspot.com/
Maevva II
É incrível a falta que uma margaridinha pode fazer na vida de uma mulher...
Quarta à noite, no Maevva
Garooootaaaaaa Douraaadaaaa!!!
Quero ser teu irmão, eu sou teu irmão, namoraduuuuuuuuu
Um beijooooooo na bocaaaaa
Um abraço apertado, forte, suado
Quente como as noites quentes do verão que brindamos
tanto nos demos as mãos...
Quero ser teu irmão, eu sou teu irmão, namoraduuuuuuuuu
Um beijooooooo na bocaaaaa
Um abraço apertado, forte, suado
Quente como as noites quentes do verão que brindamos
tanto nos demos as mãos...
Quarta-feira, Agosto 18, 2004
Escusame, Mastrangelo
Eu ainda não tinha me empolgado com as Olimpíadas, nem mesmo à abertura eu assiti.
Mas depois do último pontinho do jogo de ontem entre Brasil e Itália, vôlei masculino, não deu mais pra ficar indiferente!
Aproveito para lançar uma campanha:
Mas depois do último pontinho do jogo de ontem entre Brasil e Itália, vôlei masculino, não deu mais pra ficar indiferente!
Aproveito para lançar uma campanha:
Console seu jogador italiano de vôlei agora!!
É o nosso Bóbis, contagiado pelo espírito olímpico de fraternidade entre os povos...
Terça-feira, Agosto 17, 2004
Sex and The City
Semana que vem, no dia 23, o Multishow vai exibir o último capítulo da série Sex and The City. Hoje o mesmo canal exibiu um especial sobre a série, entrevistando os produtores, roteiristas, artistas que participaram dela, e até mesmo o Manolo Blahnik, estilista dos sapatos preferidos de Carrie, uma das 4 protagonistas.
Quem nunca viu ou não acompanha Sex and The City tem uma visão muito rasa sobre ele. Já ouvi de várias pessoas que o programa é uma apelação, porque só fala de sexo e é fruto da banalização do sexo nos meios de comunicação. De outras, já escutei que as 4 amigas, Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha, são dondocas fúteis que só falam de roupas, sapatos e homens.
Quem acompanha sabe que nada disso é verdade nem traduz a essência de Sex and The City. a série trata, antes de qualquer coisa, de amizade, da enorme e profunda amizade que une 4 mulheres entre os 35/40 anos. Elas são descoladas, independentes, modernas, urbanas. E ao mesmo tempo são frágeis, inseguras e sentimentais, em busca de um grande amor, mesmo que não tenham consciência disso.
Todas as historinhas contadas nessas seis temporadas de Sex and The City trazem um pouco de cada uma de nós. Impossível não se identificar com algumas situações vividas por elas, e não sonhar com os sonhos delas. Quem de nós nunca namorou um sapato ou roupa na vitrine, não passou diversas vezes em frente à loja apenas para admirar algo que não poderia comprar? Ok, você não é consumista... mas aposto que já tomou um fora de um cara de maneira pouco elegante, como quando um dos namorados de Carrie termina com ela usando um post-it colado no banheiro. E o cara maravilhoso que se revela um desastre na cama? E as inúmeras tentativas de não se deixar envolver com um cara que nada tem a ver com seu ideal de homem, mas de repente você se vê casando com ele e adorando cada minuto? E aquele escândalo que você deu em público e depois teve de ir embora do lugar morta de vergonha? E aquela mentirinha que contou crente que não ia dar em nada que virou uma bola de neve? E, e, e?...
Uma das roteristas da série disse que todas nós somos Carrie, inclusive os gays. É verdade, ela é a personagem que reúne um pouco de cada uma de nós. Impossível para mim ver a relação de Carrie e Mr. Big sem ver a mim e meu ex-marido, apesar de ter muito da Charlotte. Tenho amigas que se consideram Miranda, e elas realmente pensam parecido.
Mais interessante ainda é observar como as personagens foram mudando ao longo das temporadas, sem perder suas características principais. Charlotte teve o que sonhava: um marido lindo, rico, que a pediu em casamento com um belo anel de brilhantes. E descobriu que nem sempre o príncipe encantado deixou de ser sapo em seu âmago, para depois perceber que o verdadeiro príncipe da sua vida não tinha roupagem de gala.
Samantha relutou em aceitar sua porção de Cinderela que deseja um príncipe. Nada poderia abalar sua reputação de devoradora de homens, sua atitude de não estou nem aí para os sentimentos, até vir um mocinho mais novo e convencê-la do seu amor, sem pressa, sem tentar impressionar.
Miranda teve seu racional mundinho virado de cabeça pra baixo depois que ficou grávida por acaso e viu o centro da sua vida ser deslocado para aquele ser que pôs no mundo. Até mesmo o visual da personagem foi mudando à medida em que Miranda mudava por dentro: de executiva poderosa, durona, cabelos curtos e bem arrumados, foi se transformando em uma mulher com roupas mais descontraídas, cabelos mais compridos e levemente desarrumados, um brilho no olhar que antes não existia.
E Carrie... ah, Carrie!... Terei de esperar até o dia 23 pra ver o que te acontecerá. Tudo bem, a gente até já sabe, por conta do seriado já ter acabado há meses nos EUA, mas mesmo assim quer ver com esses olhos que a terra há de comer.
Enfim, terei saudades de Sex and The City. Pra nossa sorte, vivemos no tempo do DVD!
Quem nunca viu ou não acompanha Sex and The City tem uma visão muito rasa sobre ele. Já ouvi de várias pessoas que o programa é uma apelação, porque só fala de sexo e é fruto da banalização do sexo nos meios de comunicação. De outras, já escutei que as 4 amigas, Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha, são dondocas fúteis que só falam de roupas, sapatos e homens.
Quem acompanha sabe que nada disso é verdade nem traduz a essência de Sex and The City. a série trata, antes de qualquer coisa, de amizade, da enorme e profunda amizade que une 4 mulheres entre os 35/40 anos. Elas são descoladas, independentes, modernas, urbanas. E ao mesmo tempo são frágeis, inseguras e sentimentais, em busca de um grande amor, mesmo que não tenham consciência disso.
Todas as historinhas contadas nessas seis temporadas de Sex and The City trazem um pouco de cada uma de nós. Impossível não se identificar com algumas situações vividas por elas, e não sonhar com os sonhos delas. Quem de nós nunca namorou um sapato ou roupa na vitrine, não passou diversas vezes em frente à loja apenas para admirar algo que não poderia comprar? Ok, você não é consumista... mas aposto que já tomou um fora de um cara de maneira pouco elegante, como quando um dos namorados de Carrie termina com ela usando um post-it colado no banheiro. E o cara maravilhoso que se revela um desastre na cama? E as inúmeras tentativas de não se deixar envolver com um cara que nada tem a ver com seu ideal de homem, mas de repente você se vê casando com ele e adorando cada minuto? E aquele escândalo que você deu em público e depois teve de ir embora do lugar morta de vergonha? E aquela mentirinha que contou crente que não ia dar em nada que virou uma bola de neve? E, e, e?...
Uma das roteristas da série disse que todas nós somos Carrie, inclusive os gays. É verdade, ela é a personagem que reúne um pouco de cada uma de nós. Impossível para mim ver a relação de Carrie e Mr. Big sem ver a mim e meu ex-marido, apesar de ter muito da Charlotte. Tenho amigas que se consideram Miranda, e elas realmente pensam parecido.
Mais interessante ainda é observar como as personagens foram mudando ao longo das temporadas, sem perder suas características principais. Charlotte teve o que sonhava: um marido lindo, rico, que a pediu em casamento com um belo anel de brilhantes. E descobriu que nem sempre o príncipe encantado deixou de ser sapo em seu âmago, para depois perceber que o verdadeiro príncipe da sua vida não tinha roupagem de gala.
Samantha relutou em aceitar sua porção de Cinderela que deseja um príncipe. Nada poderia abalar sua reputação de devoradora de homens, sua atitude de não estou nem aí para os sentimentos, até vir um mocinho mais novo e convencê-la do seu amor, sem pressa, sem tentar impressionar.
Miranda teve seu racional mundinho virado de cabeça pra baixo depois que ficou grávida por acaso e viu o centro da sua vida ser deslocado para aquele ser que pôs no mundo. Até mesmo o visual da personagem foi mudando à medida em que Miranda mudava por dentro: de executiva poderosa, durona, cabelos curtos e bem arrumados, foi se transformando em uma mulher com roupas mais descontraídas, cabelos mais compridos e levemente desarrumados, um brilho no olhar que antes não existia.
E Carrie... ah, Carrie!... Terei de esperar até o dia 23 pra ver o que te acontecerá. Tudo bem, a gente até já sabe, por conta do seriado já ter acabado há meses nos EUA, mas mesmo assim quer ver com esses olhos que a terra há de comer.
Enfim, terei saudades de Sex and The City. Pra nossa sorte, vivemos no tempo do DVD!
Martelando o coração bobiano
O assunto do post de hoje ia ser o paraíso da reforma. Não na minha casa, que não sou mulher suficiente pra isso, mas a do vizinho do nono andar (eu moro no sexto), que acho que resolveu trocar o apartamento de posição (cozinha pra lá, sala pra cá, quarto pracolá...). Refugio-me no trabalho, mas a vizinha da casa ao lado tá trocando todo o telhado, que fica bem ao lado da janela do meu escritório. Juntando com os gritos da vizinha da casa do outro lado, que ora estressa com o cachorro, ora com o neto de 5 anos, ora com os dois ao mesmo tempo... deixa pra lá!
Eis que, ontem à noite, ganho de Lala bobiana um presente de aniversário atrasado. A parte II, segundo ela, pois a parte I tinha sido o livro assunto do post anterior. Conclusão mais que lógica: agora ela vai me dar o marido!
Não era marido, mas era algo bem melhor! Um CD dele, do maior sex symbol de todos os tempos, do mais caliente dos amantes latinos, da bundinha mais sexy do Programa do Chacrinha, do último representante dos Machopacas da MPB...
Eis que, ontem à noite, ganho de Lala bobiana um presente de aniversário atrasado. A parte II, segundo ela, pois a parte I tinha sido o livro assunto do post anterior. Conclusão mais que lógica: agora ela vai me dar o marido!
Não era marido, mas era algo bem melhor! Um CD dele, do maior sex symbol de todos os tempos, do mais caliente dos amantes latinos, da bundinha mais sexy do Programa do Chacrinha, do último representante dos Machopacas da MPB...
SIDNEY MAGAL!!!!!!!!
Não pensem que era aquele remixado, com versões dance dos seus maiores sucessos. Esse também é muito bom, mas o que eu ganhei é original. O-RI-GI-NAL. Com Magal fazendo beicinho e tudo na capa.
Além das maravilhosas Sandra Rosa Madalena, Tenho, Se te agarro com outro te mato (aaaahhhhhhhhhhhh......), há outras pérolas imperdíveis. Como uma música na qual ele canta: me agarrei aos teus pés pra pedir que me deixes! Não é a mesma coisa que ligar pra alguém e falar assim: tô te ligando pra te pedir que não me ligue nunca mais?
Mas a melhor de todas, hors concurs, fantástica!, é a Bela Sem Alma, que ele canta com um sentimento sem fim, com uma tristeza revoltada impressa na voz, numa interpretação de arrepiar os pelinhos do braço, aloirados com água oxigenada.
Para entender o significado da letra, porém, o Bóbis convidou a maior especialista em Sidney Magal do Brasil: Sollangy!, que já está analisando passo a passo cada sílaba pronunciada pelo TDBZMP (tudodebonzíssimomachopacas) em Bela Sem Alma para destrinchar de uma vez o coração desse cigano sedutor que arrebata nossa essência...
Segunda-feira, Agosto 16, 2004
Como arrumar um marido depois dos 35 anos
Este é o título do livro que ganhei de aniversário de uma amiga.
Não vou dizer que se ela fosse amiga de verdade teria me dado o PEIXE em vez do manual que ensina a pescar para não me tornar uma pessoa repetitiva. O fato é que comecei a ler o livro neste final de semana, e ele é bem interessante, pois o li praticamente numa sentada só.
O maior atrativo do livro é que a autora elaborou um plano de ação , denominado O Plano, para que a mulher que aderir a ele seja levada ao altar entre 12 a 18 meses, usando os preceitos que ela aprendeu na Harvard Business School sobre marketing e estatégia de venda de um produto (no caso, você, ou melhor, neste caso, euzinha). O plano vem subdividido em vários passos a ser cumpridos, é explicado de maneira didática, cheio de palavras de incentivo e uso de termos e atitudes comuns no mundo dos negócios. Porém, as novidades no assunto "como arrumar um marido" não são tantas assim. Ao menos não para nós, brasileiras que tiveram mãe, tia e avó pra dar palpites no assunto, além de amigas bem-intencionadas. Para nós, é antes de ser um plano de ação, uma compilação dos conselhos passados de geração em geração.
Eu explico: não se trata de ironia. Não conheço a sociedade americana a ponto de pretender fazer aqui uma análise dela, e talvez por isso o plano sugerido pelo livro seja novidade por lá. Sempre ouvi dizer que lá é diferente, que os filhos saem de casa muito cedo, que os pais não interferem tanto na vida deles etc. Mas ele não traz muita coisa diferente do que nossas mães e avós brasileiras ou de origem italiana ou portuguesa, enfim, latina, sempre disseram, ou o que qualquer menina que tenha uma família que se acha no direito de gerir a vida dela (praticamente todas no Brasil) não tenha ouvido várias vezes.
Quem de nós nunca ouviu que deve-se deixar o homem tomar a iniciativa na maior parte dos casos, que a mulher só deve tomar a iniciativa quando a situação chegar a um nó difícil de ser desfeito? Que homem gosta de ser caçador etc.
E a sua avó nunca te falou que mulher tem de ser "difícil" pro cara valorizar? Então, a autora recomenda que vc só vá pra cama com alguém com quem tenha saído ao menos duas vezes por semana, durante dois meses, em situação de romance. Tá certo que nossas avós não aprovariam, elas diriam que "só depois do casamento", mas como todas nós concordamos que um test drivezinho no moço antes de um passo tão definitivo é recomendável, podemos tomar o conselho da autora como um similar dos tempos atuais ao da nossa avó.
E quanto a se arrumar, manter o cabelo arrumado, as unhas em ordem, vestir-se de forma a ser atraente... Lembram-se do conselho das nossas mães de não sair de calcinha velha na rua? Tudo bem, elas alegavam que, se sofresse um acidente, não iríamos parar no hospital com aquela lingerie estrupiada (aposto como já ouviram isso um dia, meninas!, mãe que é mãe de verdade tem de se preocupar com essas coisas!), mas é um conselho que pode perfeitamente ser adaptado à situação da caça ao marido.
Pedir às amigas pra apresentar alguém disponível que possa vir a ser seu marido. Sair e não ficar entocada dentro de casa (cobra que não anda não engole sapo, diria minha tia).
Outra sugestão dos tempos modernos, mas com um pé no passado: nunca seja a primeira a mandar um email para um homem em sites de relacionamento, apenas responda aos que te procuraram primeiro, para o cara não ficar achando que tem a faca e o queijo na mão.
A autora sugere que você use o esquema do telemarketing, cujo retorno seria em torno de 4%: elaborar uma lista de pessoas as quais você deve telefonar avisando de que está procurando um marido e pergutando se conhece alguém. Ok, vc vai me dizer que já fez isso. Mas fez com qualquer pessoa com a qual você tenha travado algum tipo de contato alguma vez na vida? Com a colega de escola que vc não vê há 20 anos, encontra pelo Orkut, e fala assim: oi, fulana, lembra-se de mim? estou procurando um marido, você teria alguém pra me apresentar?
Já outras sugestões são bem bacanas, como elaborar uma festa para apresentar as pessoas. A gente até já tentou algo semelhante aqui na pizzada, mas não com foco nisso, então podemos aproveitar as dicas do livro pra dar um upgrade na capacidade cupidante dos nossos eventos. Ou reunir as amigas e cada uma colocar um nome de amigo disponível num papelzinho, sortear e cupidar o amigo com a amiga que o sorteou. Bem legal! Ou matricular-se em um curso cuja freqüência seja masculina (e pensar que o curso sobre futebol para o qual fui aceita na FGV foi cancelado...)
Para uma coisa o livro chama atenção e me fez pensar: será que todos os passos foram aplicados ao mesmo tempo, de forma ordenada?
Enfim, recomendo a leitura, porque o que parece interessante pra mim pode não ser pra você e vice-versa. E que nós, meninas bobianas e bobiadas, troquemos impressões sobre ele aqui no nosso Bóbis.
Em tempo: além desse, ganhei outro livro, Mulheres Alteradas 2, muito, muito engraçado. Leiam, meninas. Certamente vocês vão se encaixar em várias situações demonstradas nos quadrinhos.
Não vou dizer que se ela fosse amiga de verdade teria me dado o PEIXE em vez do manual que ensina a pescar para não me tornar uma pessoa repetitiva. O fato é que comecei a ler o livro neste final de semana, e ele é bem interessante, pois o li praticamente numa sentada só.
O maior atrativo do livro é que a autora elaborou um plano de ação , denominado O Plano, para que a mulher que aderir a ele seja levada ao altar entre 12 a 18 meses, usando os preceitos que ela aprendeu na Harvard Business School sobre marketing e estatégia de venda de um produto (no caso, você, ou melhor, neste caso, euzinha). O plano vem subdividido em vários passos a ser cumpridos, é explicado de maneira didática, cheio de palavras de incentivo e uso de termos e atitudes comuns no mundo dos negócios. Porém, as novidades no assunto "como arrumar um marido" não são tantas assim. Ao menos não para nós, brasileiras que tiveram mãe, tia e avó pra dar palpites no assunto, além de amigas bem-intencionadas. Para nós, é antes de ser um plano de ação, uma compilação dos conselhos passados de geração em geração.
Eu explico: não se trata de ironia. Não conheço a sociedade americana a ponto de pretender fazer aqui uma análise dela, e talvez por isso o plano sugerido pelo livro seja novidade por lá. Sempre ouvi dizer que lá é diferente, que os filhos saem de casa muito cedo, que os pais não interferem tanto na vida deles etc. Mas ele não traz muita coisa diferente do que nossas mães e avós brasileiras ou de origem italiana ou portuguesa, enfim, latina, sempre disseram, ou o que qualquer menina que tenha uma família que se acha no direito de gerir a vida dela (praticamente todas no Brasil) não tenha ouvido várias vezes.
Quem de nós nunca ouviu que deve-se deixar o homem tomar a iniciativa na maior parte dos casos, que a mulher só deve tomar a iniciativa quando a situação chegar a um nó difícil de ser desfeito? Que homem gosta de ser caçador etc.
E a sua avó nunca te falou que mulher tem de ser "difícil" pro cara valorizar? Então, a autora recomenda que vc só vá pra cama com alguém com quem tenha saído ao menos duas vezes por semana, durante dois meses, em situação de romance. Tá certo que nossas avós não aprovariam, elas diriam que "só depois do casamento", mas como todas nós concordamos que um test drivezinho no moço antes de um passo tão definitivo é recomendável, podemos tomar o conselho da autora como um similar dos tempos atuais ao da nossa avó.
E quanto a se arrumar, manter o cabelo arrumado, as unhas em ordem, vestir-se de forma a ser atraente... Lembram-se do conselho das nossas mães de não sair de calcinha velha na rua? Tudo bem, elas alegavam que, se sofresse um acidente, não iríamos parar no hospital com aquela lingerie estrupiada (aposto como já ouviram isso um dia, meninas!, mãe que é mãe de verdade tem de se preocupar com essas coisas!), mas é um conselho que pode perfeitamente ser adaptado à situação da caça ao marido.
Pedir às amigas pra apresentar alguém disponível que possa vir a ser seu marido. Sair e não ficar entocada dentro de casa (cobra que não anda não engole sapo, diria minha tia).
Outra sugestão dos tempos modernos, mas com um pé no passado: nunca seja a primeira a mandar um email para um homem em sites de relacionamento, apenas responda aos que te procuraram primeiro, para o cara não ficar achando que tem a faca e o queijo na mão.
A autora sugere que você use o esquema do telemarketing, cujo retorno seria em torno de 4%: elaborar uma lista de pessoas as quais você deve telefonar avisando de que está procurando um marido e pergutando se conhece alguém. Ok, vc vai me dizer que já fez isso. Mas fez com qualquer pessoa com a qual você tenha travado algum tipo de contato alguma vez na vida? Com a colega de escola que vc não vê há 20 anos, encontra pelo Orkut, e fala assim: oi, fulana, lembra-se de mim? estou procurando um marido, você teria alguém pra me apresentar?
Já outras sugestões são bem bacanas, como elaborar uma festa para apresentar as pessoas. A gente até já tentou algo semelhante aqui na pizzada, mas não com foco nisso, então podemos aproveitar as dicas do livro pra dar um upgrade na capacidade cupidante dos nossos eventos. Ou reunir as amigas e cada uma colocar um nome de amigo disponível num papelzinho, sortear e cupidar o amigo com a amiga que o sorteou. Bem legal! Ou matricular-se em um curso cuja freqüência seja masculina (e pensar que o curso sobre futebol para o qual fui aceita na FGV foi cancelado...)
Para uma coisa o livro chama atenção e me fez pensar: será que todos os passos foram aplicados ao mesmo tempo, de forma ordenada?
Enfim, recomendo a leitura, porque o que parece interessante pra mim pode não ser pra você e vice-versa. E que nós, meninas bobianas e bobiadas, troquemos impressões sobre ele aqui no nosso Bóbis.
Em tempo: além desse, ganhei outro livro, Mulheres Alteradas 2, muito, muito engraçado. Leiam, meninas. Certamente vocês vão se encaixar em várias situações demonstradas nos quadrinhos.
Quinta-feira, Agosto 12, 2004
Par Perfeito???
A Clau já falou aqui sobre Par Perfeito e outros sites de relacionamento.
Eu poderia escrever um tratado sobre o assunto, e acho mesmo que vou acabar fazendo isso algum dia.
Hoje, tô só tentando entender o email que recebi de um moço cadastrado:
Oi Coleguinha!
Como está seu dia? torso para que esteje tudo bem.
Vamos nos conhecer melhor?
Seu amiguinho
XXXX
O pior não foi ter recebido esse email. Ruim mesmo, de doer nos ossos, foi ter sido esse o ÙNICO email que recebi hoje...
Fala sério. Isso tem cara de praga de ex, não tem não?
Eu poderia escrever um tratado sobre o assunto, e acho mesmo que vou acabar fazendo isso algum dia.
Hoje, tô só tentando entender o email que recebi de um moço cadastrado:
Oi Coleguinha!
Como está seu dia? torso para que esteje tudo bem.
Vamos nos conhecer melhor?
Seu amiguinho
XXXX
O pior não foi ter recebido esse email. Ruim mesmo, de doer nos ossos, foi ter sido esse o ÙNICO email que recebi hoje...
Fala sério. Isso tem cara de praga de ex, não tem não?
Adote um gatinho
"... no final de semana, estamos andando de carro pela rua e de repente ela grita: PÁRA, PÁRA, PÁÁÁÁRAAAAA!!!!!! Desce do carro correndo e volta com um gato atropelado, ou doente, ou subnutrido no colo e leva pra casa..."
Quem conta o relato acima é o Marcos, marido da Susan. Susan é uma alma do bem que desde sempre recolhe gatinhos abandonados nas ruas e leva pra casa pra tratar deles até que estejam fortes o suficiente, quando então ela arruma um lar para cada um deles.
Por fim, resolveu usar seus talentos de jornalista e webmaster duplamente premiada no iBest e montou o site adote um gatinho para agilizar o processo de encontrar um dono que ame os seus queridos o suficiente para levá-los para casa.
Ela cata os gatinhos na rua, ou os pega de pessoas que não podem mais manter seus animaizinhos, castra, cuida, vacina. Fotografa, escreve sua historinha, põe no site. Um trabalho feito com amor, carinho, paciência e dedicação. Trabalho que dinheiro nenhum paga, nem mesmo no sentido literal, uma vez que ela nada recebe por isso, ao contrário, tira do bolso pra tomar conta dos bichaninhos.
Ela não foi à minha festa de aniversário na segunda-feira. Motivo? Precisava cuidar de uma gatinha que estava fraquinha, tomando soro... "Você entende, né, Cláudia?" Posso até vê-la coçando a gatinha, Susan, morta de dó...
Entre no adote um gatinho para conhecer o trabalho da Susan. Aproveite e faça uma doação ou compre uma coisinha na lojinha virtual, pois toda a renda é revertida pros gatinhos.
Você vai ver como é difícil resistir às carinhas lindas dos bichinhos que moram no coração da Susan...
Quem conta o relato acima é o Marcos, marido da Susan. Susan é uma alma do bem que desde sempre recolhe gatinhos abandonados nas ruas e leva pra casa pra tratar deles até que estejam fortes o suficiente, quando então ela arruma um lar para cada um deles.
Por fim, resolveu usar seus talentos de jornalista e webmaster duplamente premiada no iBest e montou o site adote um gatinho para agilizar o processo de encontrar um dono que ame os seus queridos o suficiente para levá-los para casa.
Ela cata os gatinhos na rua, ou os pega de pessoas que não podem mais manter seus animaizinhos, castra, cuida, vacina. Fotografa, escreve sua historinha, põe no site. Um trabalho feito com amor, carinho, paciência e dedicação. Trabalho que dinheiro nenhum paga, nem mesmo no sentido literal, uma vez que ela nada recebe por isso, ao contrário, tira do bolso pra tomar conta dos bichaninhos.
Ela não foi à minha festa de aniversário na segunda-feira. Motivo? Precisava cuidar de uma gatinha que estava fraquinha, tomando soro... "Você entende, né, Cláudia?" Posso até vê-la coçando a gatinha, Susan, morta de dó...
Entre no adote um gatinho para conhecer o trabalho da Susan. Aproveite e faça uma doação ou compre uma coisinha na lojinha virtual, pois toda a renda é revertida pros gatinhos.
Você vai ver como é difícil resistir às carinhas lindas dos bichinhos que moram no coração da Susan...
STOMP
Paf. Paf.
Paf,tum tum tum, Paf, tum tum tum...
Tum tss tss tss tss tss, Tum tss tss tss tss ts
Tchic, tchic, paf, tum, paf tum tum tum
Paf, top top top pum, taf tadaf!
Bum, cscscssscscc, tadaf!
Pum, taf taf, poum pum!
E eu, ploft.
STOMP.
Até domingo no Credicard Hall.
Paf,tum tum tum, Paf, tum tum tum...
Tum tss tss tss tss tss, Tum tss tss tss tss ts
Tchic, tchic, paf, tum, paf tum tum tum
Paf, top top top pum, taf tadaf!
Bum, cscscssscscc, tadaf!
Pum, taf taf, poum pum!
E eu, ploft.
STOMP.
Até domingo no Credicard Hall.
Quarta-feira, Agosto 11, 2004
Sol e a Numerologia
Isso aí. Está decidido. Vou ser modelo.
Ainda não falei pro Vândi, sabe Deus lá o que ele vai achar disso.
Mas via das dúvida já tô me ajeitando. Fui com a Cida num homem que faz a numerologia da gente. Funciona assim: você vai lá, paga 50 reais e ele muda a escrita do seu nome pra você ganhar mais dinheiro, ter mais sorte no amor, essas coisas.
E ele falou que se eu quiser mesmo ser uma modelo que nem a Bintchen, e se além de tudo quiser que o Vandergledson desencrave e case de uma vez comigo, tenho que mudar meu nome.
Então, é isso. A partir de hoje, sou Sollangy, sua criada.
E o Vândi que me aguarde.
Ainda não falei pro Vândi, sabe Deus lá o que ele vai achar disso.
Mas via das dúvida já tô me ajeitando. Fui com a Cida num homem que faz a numerologia da gente. Funciona assim: você vai lá, paga 50 reais e ele muda a escrita do seu nome pra você ganhar mais dinheiro, ter mais sorte no amor, essas coisas.
E ele falou que se eu quiser mesmo ser uma modelo que nem a Bintchen, e se além de tudo quiser que o Vandergledson desencrave e case de uma vez comigo, tenho que mudar meu nome.
Então, é isso. A partir de hoje, sou Sollangy, sua criada.
E o Vândi que me aguarde.
Quarta-feira, Agosto 04, 2004
Ói a Sol aí, gente!
Opa que tô aqui!
Pessoal, a coisa tá pegando aqui pros meus lado! A pindaíba acontece gente, e a gente fica sem dinheiro até pro carnê do Silvio. Aí a moça que mora lá na rua conheceu um tipo que é dono duma agência de modelo. Diz que essa coisa de modelo dá um dinheirão! E aí ela veio me falar Sol, minha amiga, tu devia era fazer carreira. Diz que depois que a gente entra pro meio, tá feita na vida. Ela me deu o cartão do moço, tô ligo-não-ligo, Deusolivre que o Vândi não pode nem sonhar que eu tô com essas idéias.
Mas a gente também tem sonho né? Já pensou? Eu, modelo? Bem linda, com aqueles penhoar cor de rosa com pelinho em volta? E o sapato combinando??
Já pensou? Acordar todo dia e tomar suco de laranja naqueles copão, comer mamão com colher (rico tem essas coisas.... a gente corta a fatia e tasca na boca com a mão mesmo, mas rico come com colher), de penhoar rosa de pelinho e os cabelo só plaft plaft prum lado e pro outro!
Se eu fosse uma top model dessas, eu ia dormir até cansar todo dia! Não ia ter cristo que me tirasse da cama (cama de casal!) antes das sete! Aí eu ia era pro Shopping! Passava o dia todo no Center Norte, só comprando bolsa! A gente que é pobre tem uma bolsa só, preta que suja menos. Essas mulher de grana tem um monte de bolsa. Tem uma que vai lá no salão que acho que tem mais de 4!
Se eu fosse uma modelo, ninguém me segurava. Eu ia tomar banho de banheira! Ia passar creme no corpo inteiro, e não ia ser esses Davene não!!!! Ia comprar logo um Nivea! Adeus Hené Maru!!! Eu ia usar máscara no cabelo, da Revlon!
Juro que se eu tivesse podendo, gastava os tubos em roupa. Ia ter pelo menos umas 3 calça dins. 3 não, 5. E jóia!!! Da Vivara!
Já pensou eu, num carrão desses com ar condicionado e banco de couro?? Saindo do banco de trás, toda vestida de dourado? Com unha vermelha, de esmalte Rubi da Impala. Unha que ALGUÉM FEZ PRA MIM!!!! Eu, uma manicure, tendo minha própria manicure! E eu ia bater nela se me arrancasse pelinha!
Ai, ai.... a vida pode ser boa. Tcho trabalhar, vai. Magina se Vandi me pega assim, sonhando....
Pessoal, a coisa tá pegando aqui pros meus lado! A pindaíba acontece gente, e a gente fica sem dinheiro até pro carnê do Silvio. Aí a moça que mora lá na rua conheceu um tipo que é dono duma agência de modelo. Diz que essa coisa de modelo dá um dinheirão! E aí ela veio me falar Sol, minha amiga, tu devia era fazer carreira. Diz que depois que a gente entra pro meio, tá feita na vida. Ela me deu o cartão do moço, tô ligo-não-ligo, Deusolivre que o Vândi não pode nem sonhar que eu tô com essas idéias.
Mas a gente também tem sonho né? Já pensou? Eu, modelo? Bem linda, com aqueles penhoar cor de rosa com pelinho em volta? E o sapato combinando??
Já pensou? Acordar todo dia e tomar suco de laranja naqueles copão, comer mamão com colher (rico tem essas coisas.... a gente corta a fatia e tasca na boca com a mão mesmo, mas rico come com colher), de penhoar rosa de pelinho e os cabelo só plaft plaft prum lado e pro outro!
Se eu fosse uma top model dessas, eu ia dormir até cansar todo dia! Não ia ter cristo que me tirasse da cama (cama de casal!) antes das sete! Aí eu ia era pro Shopping! Passava o dia todo no Center Norte, só comprando bolsa! A gente que é pobre tem uma bolsa só, preta que suja menos. Essas mulher de grana tem um monte de bolsa. Tem uma que vai lá no salão que acho que tem mais de 4!
Se eu fosse uma modelo, ninguém me segurava. Eu ia tomar banho de banheira! Ia passar creme no corpo inteiro, e não ia ser esses Davene não!!!! Ia comprar logo um Nivea! Adeus Hené Maru!!! Eu ia usar máscara no cabelo, da Revlon!
Juro que se eu tivesse podendo, gastava os tubos em roupa. Ia ter pelo menos umas 3 calça dins. 3 não, 5. E jóia!!! Da Vivara!
Já pensou eu, num carrão desses com ar condicionado e banco de couro?? Saindo do banco de trás, toda vestida de dourado? Com unha vermelha, de esmalte Rubi da Impala. Unha que ALGUÉM FEZ PRA MIM!!!! Eu, uma manicure, tendo minha própria manicure! E eu ia bater nela se me arrancasse pelinha!
Ai, ai.... a vida pode ser boa. Tcho trabalhar, vai. Magina se Vandi me pega assim, sonhando....
Terça-feira, Agosto 03, 2004
Bóbis tá cum sudadis...
... da Solange, que desde que resolveu ser moça mais letrada, nunca mais apareceu por essas bandas. Será que casou e tá de lua-de-mel?
Reconhecendo-se
Quem tem filhos já deve em algum momento ter se visto naquela pessoinha que te chama de pai ou de mãe.
Seja num gesto, num trejeito, no formato do rosto ou do nariz, no semblante... reconhecer-se nos filhos é, para mim, uma coisa mágica! Olhar pra Isabela e ver o meu nariz colocado no rosto dela, ou ouvi-la dizer algo que me dá a sensação de deja vú, por ter sido a mesma coisa que eu dizia ou pensava na idade dela e algo que sempre me surpreende.
Nada tem a ver com achar que o filho tem de ser a nossa cópia, mas a constatação do poder da genética, da convivência, do parentesco. Mesmo entre sobrinhos. Meu sobrinho mais velho, por exemplo, aos 4 anos de idade mexia na fronha do travesseiro na hora de dormir da mesma forma que eu fazia. E minha filha enrolava a mecha de cabelo que caía na testa do mesmo jeitinho que minha irmã na idade dela. Moramos a mil quilômetros de distância uma da outra (eu e maninha), como eles podem imitar os gestos assim de forma cruzada?
Muitas vezes essa sensação de reconhecimento, que acontece com freqüência, é mais forte que em outras.
Fisicamente falando, lembro de ter a sensação de olhar pra minha filha ao nascer como se olhasse para minha foto no álbum de bebê, com os cabelinhos pretos, e muito, muito cabelo.
Aos 5 anos, de maiô amarelo e óculos de natação rosa, ela olhou pra mim e deu um sorrisinho. Era eu mesma, aos cinco anos, quando usava óculos, também cor-de-rosa, só que eu era estrábica mesmo. Igualzinha.
Domingo a noite, tive novamente o impacto de me reconhecer na minha filha. Ela falava ao telefone com uma amiga. O vocabulário era digno de estivador do cais do porto: recheado de palavrões e palavras chulas. Isso porque ela não tem o hábito de falar palavrão a torto e a direito.
Na mesma hora me vi transportada aos meus 13/14 anos, quando me achava a pirralha da turma, apaixonada por um mocinho 5 anos mais velho (uma eternidade nos separava) que mal me notava.
Eu tinha uma amiga, a Giovanna, mais velha que eu um ou dois anos, no máximo. Boca suja toda vida, de cada 3 palavras, duas eram palavrão e a outra era algum termo esdrúxulo. Eu, totalmente filha de Maria, achava que Giovanna e seu linguajar eram o máximo da sofisticação, da maturidade, coisa de quem sabia o que quer e que conseguia tudo o que queria. Cada FDP, cada PQP que ela pronunciava me fascinavam, e eu comecei a querer imitá-la, porque afinal de contas só crianças não falavam palavrão. Para minha sorte, um amigo meu teve a gentileza de me informar que aquilo era horrível e não combinava nem um pouco comigo.
A Isabela falava com uma amiga dois anos mais velha que ela. E para falar com essa amiga, ela julgou necessário mudar todo o seu linguajar para falar a mesma língua. Era a Giovanna dela. E ela, Isabela, era a mesma Cláudia de 20 anos atrás, tentando ser cool e moderna... só faltava mesmo a Belinha fazer aulas de jazz. Aí sim eu ia achar que o relógio tinha voltado de vez!
Seja num gesto, num trejeito, no formato do rosto ou do nariz, no semblante... reconhecer-se nos filhos é, para mim, uma coisa mágica! Olhar pra Isabela e ver o meu nariz colocado no rosto dela, ou ouvi-la dizer algo que me dá a sensação de deja vú, por ter sido a mesma coisa que eu dizia ou pensava na idade dela e algo que sempre me surpreende.
Nada tem a ver com achar que o filho tem de ser a nossa cópia, mas a constatação do poder da genética, da convivência, do parentesco. Mesmo entre sobrinhos. Meu sobrinho mais velho, por exemplo, aos 4 anos de idade mexia na fronha do travesseiro na hora de dormir da mesma forma que eu fazia. E minha filha enrolava a mecha de cabelo que caía na testa do mesmo jeitinho que minha irmã na idade dela. Moramos a mil quilômetros de distância uma da outra (eu e maninha), como eles podem imitar os gestos assim de forma cruzada?
Muitas vezes essa sensação de reconhecimento, que acontece com freqüência, é mais forte que em outras.
Fisicamente falando, lembro de ter a sensação de olhar pra minha filha ao nascer como se olhasse para minha foto no álbum de bebê, com os cabelinhos pretos, e muito, muito cabelo.
Aos 5 anos, de maiô amarelo e óculos de natação rosa, ela olhou pra mim e deu um sorrisinho. Era eu mesma, aos cinco anos, quando usava óculos, também cor-de-rosa, só que eu era estrábica mesmo. Igualzinha.
Domingo a noite, tive novamente o impacto de me reconhecer na minha filha. Ela falava ao telefone com uma amiga. O vocabulário era digno de estivador do cais do porto: recheado de palavrões e palavras chulas. Isso porque ela não tem o hábito de falar palavrão a torto e a direito.
Na mesma hora me vi transportada aos meus 13/14 anos, quando me achava a pirralha da turma, apaixonada por um mocinho 5 anos mais velho (uma eternidade nos separava) que mal me notava.
Eu tinha uma amiga, a Giovanna, mais velha que eu um ou dois anos, no máximo. Boca suja toda vida, de cada 3 palavras, duas eram palavrão e a outra era algum termo esdrúxulo. Eu, totalmente filha de Maria, achava que Giovanna e seu linguajar eram o máximo da sofisticação, da maturidade, coisa de quem sabia o que quer e que conseguia tudo o que queria. Cada FDP, cada PQP que ela pronunciava me fascinavam, e eu comecei a querer imitá-la, porque afinal de contas só crianças não falavam palavrão. Para minha sorte, um amigo meu teve a gentileza de me informar que aquilo era horrível e não combinava nem um pouco comigo.
A Isabela falava com uma amiga dois anos mais velha que ela. E para falar com essa amiga, ela julgou necessário mudar todo o seu linguajar para falar a mesma língua. Era a Giovanna dela. E ela, Isabela, era a mesma Cláudia de 20 anos atrás, tentando ser cool e moderna... só faltava mesmo a Belinha fazer aulas de jazz. Aí sim eu ia achar que o relógio tinha voltado de vez!
Segunda-feira, Agosto 02, 2004
Coffee Break
Brad Pitt, o que deu o iate para a esposa, foi eleito o homem mais sexy do mundo, numa pesquisa realizada pela revista inglesa Company. Orlando Bloom, aquela coisinha inexpressiva de Tróia, aparece em segundo, desbancando o favorito da que vos fala, Eric Bana.
Michael Jackson ficou também em primeiro, na lista dos MENOS sexy.
Vamos combinar assim? Legumes, verduras e Michael Jackson não entram em nenhuma lista, exceto a da feira?
Michael Jackson ficou também em primeiro, na lista dos MENOS sexy.
Vamos combinar assim? Legumes, verduras e Michael Jackson não entram em nenhuma lista, exceto a da feira?
ATÉ QUE ENFIM!!!
Após meses de insistência, ele finalmente sucumbiu.
Paulo, amigo do CORAÇÃO do Bóbis e dessa Bobiana que vos fala, criou vergonha e resolveu compartilhar com a gente o monte coisa boa que ele tem.
Então nasceu o Gaveta de Meia, cujo link está a partir de hoje aí do lado e desde sempre no nosso coração!
Vai com fé, PÓ! Que uma Gaveta de Meia faça por você o mesmo que Bóbis fazem por nós!
Paulo, amigo do CORAÇÃO do Bóbis e dessa Bobiana que vos fala, criou vergonha e resolveu compartilhar com a gente o monte coisa boa que ele tem.
Então nasceu o Gaveta de Meia, cujo link está a partir de hoje aí do lado e desde sempre no nosso coração!
Vai com fé, PÓ! Que uma Gaveta de Meia faça por você o mesmo que Bóbis fazem por nós!
Os Sedutores
Faz um tempo já que ando ensaiando discorrer aqui sobre Caráteres. Não caráter bom ou mau, como estamos acostumados a pensar, mas Caráter como perfil psicológico, como padrão de funcionamento.
Todo caráter (leia-se todo padrão de funcionamento, toda dinâmica psíquica) tem origem na história emocional da gente. É a nossa história afetiva - a infantil, principalmente - que vai dizer como somos, como agimos, como amamos. Sim, é a partir de registros emocionais muito antigos que "decidimos" como são as pessoas por quem vamos nos apaixonar. E como vamos nos relacionar.
Vejamos. Dentre os perfis todos, masculinos e femininos, há dois que particularmente chamam minha atenção, por terem estado presentes em grande parte da minha vida afetiva. São os perfis Sedutores, de homens que adotam como padrão de funcionamento a sedução constante. Vou falar aqui sobre eles sob uma ótica essencialmente feminina, e não profissional, de uma mulher que aprendeu a reconhecer padrões nos homens que encontra ao longo do caminho. Isso não é uma tese, é um compartilhamento das leituras que aprendi a ter.
O primeiro deles se origina no que a psicanálise clássica codifica como fase Anal Expulsiva. Isso acontece provavelmente antes do terceiro ano de vida, e normalmante está relacionado a situações de humilhação infantil, e falta de confiança. A esse caráter se chama "Psicopata" e nada tem a ver com o mau uso que tem a palavra. O caráter Psicopata não tem nada a ver com a patologia. É apenas uma denominação técnica para um padrão de funcionamento.
O segundo se origina na fase fálica, quando a criança descobre sua sexualidade. A esse caráter se denomina "Rígido - Fálico" (ou Histérica, para mulheres), e remete a uma cristalização emocional com comprometimento Edípico. O homem com traços de fálico provavelmente teve uma mãe charmosa, maravilhosamente charmosa. Era uma mulher espetacular, mas não era DELE.
O Sedutor Psicopata
Esse sedutor é perigoso. O olhar dele varia entre o enigmático e o suave. Esse homem sempre olha pra você, e é sempre um olhar que esconde mais do que revela. Ele Não tem muitoa amigos, e é bem provavel que leve a vida toda para te apresentar a alguém. Ele tem um peito proeminente, pernas finas, e caminha como se tivesse um metro e noventa, mesmo tendo um metro e meio.
Ele se enxerga maior do que é, discursa com facilidade sobre vários temas e assuntos, e sempre convence você a aceitar coisas às quais você não está disposta, mesmo que para isso ele tenha que chorar, sofrer loucamente, adoecer até. Ou te mandar flores, telefonar 500 vezes por dia.
A sedução para esse moço é uma arma. Ele a usa como método de manipulação. Você, seduzida, é mais permeável aos desejos deles. Você faz tudo o que ele quer, e a verdade é que isso jamais será suficiente. Porque a grande dificuldade desse moço é confiar, em quem quer que seja. Por isso, são grandes as chances dele ser um ciumento. Ele simplesmente não confia em ninguém, está sempre pronto a que lhe passem a perna.
Esse moço, quando menino, provavelmente recebia informações contraditórias. Ele OUVIA os pais falarem sobre afeto, mas o olhar que ele recebia era diferente. Então a criança fica confusa, e desconecta o que ouve (e consequentemente o que falará mais tarde) do que vê. E aprende a dissimular o olhar.
Com isso, ele assume um traço egoísta. Olha para o próprio umbigo, afinal é só com ele mesmo que ele pode contar.
A fantasia mais comum das moçoilas que se apaixonam por um desses (o que não é dificil, diga-se de passagem, já que se eles resolverem que querem passar um tempo com você, serão absolutamente convincentes, e você simplesmente não poderá resistir) é achar que se pode reasgatá-los. Que sim, ele poderá finalmente confiar no seu afeto, já que você se faz de tapete para demonstrar isso a ele. Faça o que fizer, o problema é dele, não seu.
Garanta que VOCÊ esteja sendo olhada e atendida em suas necessidades. O resto, são coisas da vida.
O Sedutor Fálico
Esse é o homem absolutamente encantador. Ele seduz não só você, mas as velhinhas na festa, os garçons, o manobrista. Ele sabe ser simpático e charmoso, e é uma companhia totalmente agradável.
Diferente do psicopata, esse homem não usa a sedução como manipulação. Ele a usa indiscriminadamente, esse é seu padrão de comportamento. A sedução pra ele é instrumento de poder. Um fálico seduz uma mulher para vê-la sucumbir. É o caso típico dos mulherengos ou até dos sofredores, que se apaixonam sempre por uma mulher que não dá bola pra eles. Um fálico pode ter qualquer mulher, mas tem especial atração por um que não o queira. Ele adora vencer o desafio da conquista.
É nesse caráter que encontramos aqueles moços de doces palavras, que passeiam pelos corações femininos e acabam não morando em nenhum. O grande barato do fálico é a conquista. Ele não quer construir uma relação, ele quer conquistar. Ele quer ter a certeza de que pode mais (mais que a mulher em questão, mais que o amigo, mais que o pai). Aliás, o fálico, assim como a histérica, tem um traço inconfundível de competitividade. É o caso do rapaz que é capaz de atravessar seu melhor amigo na disputa pelo coração de uma mulher. A questão aqui não é a mulher em si, é o poder. O fálico quer saber que ele pode mais.
Na base disso tudo, está um medo enorme de não ser amado/a, e uma vontade sincera de experimentar o amor. O fálico quer muito ser amado, mas escolhe vias tortas para instrumentalizar esse amor.
E nessas vias tortas ele pode machucar seu coração e nem se dar conta disso.
O caminho seguro pra se ter um fálico ao lado por muito muito tempo é mantê-lo sob o risco de perda iminente. Um fálico não sai de perto de uma mulher, mesmo que nem a queira tanto assim, se tiver a sensação de que ele vai piscar e ela vai embora.
Mas quem é que pode viver assim? Fazendo caras e bocas para manipular (sim, é uma via de duas mãos) o coração alheio?
Eu não. Depois que a gente sabe das coisas, se continua fazendo, aí sim é um problema de caráter. Não o caráter do qual falamos até agora. Aquele mesmo que você estava pensando antes.
Todo caráter (leia-se todo padrão de funcionamento, toda dinâmica psíquica) tem origem na história emocional da gente. É a nossa história afetiva - a infantil, principalmente - que vai dizer como somos, como agimos, como amamos. Sim, é a partir de registros emocionais muito antigos que "decidimos" como são as pessoas por quem vamos nos apaixonar. E como vamos nos relacionar.
Vejamos. Dentre os perfis todos, masculinos e femininos, há dois que particularmente chamam minha atenção, por terem estado presentes em grande parte da minha vida afetiva. São os perfis Sedutores, de homens que adotam como padrão de funcionamento a sedução constante. Vou falar aqui sobre eles sob uma ótica essencialmente feminina, e não profissional, de uma mulher que aprendeu a reconhecer padrões nos homens que encontra ao longo do caminho. Isso não é uma tese, é um compartilhamento das leituras que aprendi a ter.
O primeiro deles se origina no que a psicanálise clássica codifica como fase Anal Expulsiva. Isso acontece provavelmente antes do terceiro ano de vida, e normalmante está relacionado a situações de humilhação infantil, e falta de confiança. A esse caráter se chama "Psicopata" e nada tem a ver com o mau uso que tem a palavra. O caráter Psicopata não tem nada a ver com a patologia. É apenas uma denominação técnica para um padrão de funcionamento.
O segundo se origina na fase fálica, quando a criança descobre sua sexualidade. A esse caráter se denomina "Rígido - Fálico" (ou Histérica, para mulheres), e remete a uma cristalização emocional com comprometimento Edípico. O homem com traços de fálico provavelmente teve uma mãe charmosa, maravilhosamente charmosa. Era uma mulher espetacular, mas não era DELE.
O Sedutor Psicopata
Esse sedutor é perigoso. O olhar dele varia entre o enigmático e o suave. Esse homem sempre olha pra você, e é sempre um olhar que esconde mais do que revela. Ele Não tem muitoa amigos, e é bem provavel que leve a vida toda para te apresentar a alguém. Ele tem um peito proeminente, pernas finas, e caminha como se tivesse um metro e noventa, mesmo tendo um metro e meio.
Ele se enxerga maior do que é, discursa com facilidade sobre vários temas e assuntos, e sempre convence você a aceitar coisas às quais você não está disposta, mesmo que para isso ele tenha que chorar, sofrer loucamente, adoecer até. Ou te mandar flores, telefonar 500 vezes por dia.
A sedução para esse moço é uma arma. Ele a usa como método de manipulação. Você, seduzida, é mais permeável aos desejos deles. Você faz tudo o que ele quer, e a verdade é que isso jamais será suficiente. Porque a grande dificuldade desse moço é confiar, em quem quer que seja. Por isso, são grandes as chances dele ser um ciumento. Ele simplesmente não confia em ninguém, está sempre pronto a que lhe passem a perna.
Esse moço, quando menino, provavelmente recebia informações contraditórias. Ele OUVIA os pais falarem sobre afeto, mas o olhar que ele recebia era diferente. Então a criança fica confusa, e desconecta o que ouve (e consequentemente o que falará mais tarde) do que vê. E aprende a dissimular o olhar.
Com isso, ele assume um traço egoísta. Olha para o próprio umbigo, afinal é só com ele mesmo que ele pode contar.
A fantasia mais comum das moçoilas que se apaixonam por um desses (o que não é dificil, diga-se de passagem, já que se eles resolverem que querem passar um tempo com você, serão absolutamente convincentes, e você simplesmente não poderá resistir) é achar que se pode reasgatá-los. Que sim, ele poderá finalmente confiar no seu afeto, já que você se faz de tapete para demonstrar isso a ele. Faça o que fizer, o problema é dele, não seu.
Garanta que VOCÊ esteja sendo olhada e atendida em suas necessidades. O resto, são coisas da vida.
O Sedutor Fálico
Esse é o homem absolutamente encantador. Ele seduz não só você, mas as velhinhas na festa, os garçons, o manobrista. Ele sabe ser simpático e charmoso, e é uma companhia totalmente agradável.
Diferente do psicopata, esse homem não usa a sedução como manipulação. Ele a usa indiscriminadamente, esse é seu padrão de comportamento. A sedução pra ele é instrumento de poder. Um fálico seduz uma mulher para vê-la sucumbir. É o caso típico dos mulherengos ou até dos sofredores, que se apaixonam sempre por uma mulher que não dá bola pra eles. Um fálico pode ter qualquer mulher, mas tem especial atração por um que não o queira. Ele adora vencer o desafio da conquista.
É nesse caráter que encontramos aqueles moços de doces palavras, que passeiam pelos corações femininos e acabam não morando em nenhum. O grande barato do fálico é a conquista. Ele não quer construir uma relação, ele quer conquistar. Ele quer ter a certeza de que pode mais (mais que a mulher em questão, mais que o amigo, mais que o pai). Aliás, o fálico, assim como a histérica, tem um traço inconfundível de competitividade. É o caso do rapaz que é capaz de atravessar seu melhor amigo na disputa pelo coração de uma mulher. A questão aqui não é a mulher em si, é o poder. O fálico quer saber que ele pode mais.
Na base disso tudo, está um medo enorme de não ser amado/a, e uma vontade sincera de experimentar o amor. O fálico quer muito ser amado, mas escolhe vias tortas para instrumentalizar esse amor.
E nessas vias tortas ele pode machucar seu coração e nem se dar conta disso.
O caminho seguro pra se ter um fálico ao lado por muito muito tempo é mantê-lo sob o risco de perda iminente. Um fálico não sai de perto de uma mulher, mesmo que nem a queira tanto assim, se tiver a sensação de que ele vai piscar e ela vai embora.
Mas quem é que pode viver assim? Fazendo caras e bocas para manipular (sim, é uma via de duas mãos) o coração alheio?
Eu não. Depois que a gente sabe das coisas, se continua fazendo, aí sim é um problema de caráter. Não o caráter do qual falamos até agora. Aquele mesmo que você estava pensando antes.
Domingo, Agosto 01, 2004
Não acontece só aos 20...
Hoje eu tava conversando com um amigo pelo messenger e ele disse que queria uma namorada ponta firme, porreta, companheira, do tipo que assumisse que gosta e que não ficasse fazendo ar blazé de tô nem aí. E ele completou: será que isso só acontece aos vinte?
Respondi: acho que não, acho que pode até acontecer diferente do que acontece aos vinte, mas não é impossível.
E citei o caso de uma amiga minha, muito querida. Em março do ano passado conheceu um mocinho. Em julho, tava grávida dele. Sem planejamento, sem grana, a filha dela hostilizando o namorado, a casa dela é pequena, pra caber mais um só dormindo no chão.
Bebezinho do casal nasce e tem de ser operado aos 11 dias de vida. Mais de uma semana de UTI.
Tudo pra dar errado, não? Tudo pra desanimar e fazer com que se pense: que m... de vida! (as reticências são pra fazer jus aos anos de colégio de freiras pagos pelo meu pai e minha mãe).
Pra ser sincera, nunca vi minha amiga mais feliz, em quase dez anos que a conheço. Acompanhei de perto ou de longe suas indas e vindas com os namorados que ela teve ao longo da vida. Sei dos detalhes da convivência com o %@#*&¨@!+ do ex-marido.
Porque não só eles ficaram juntos, com direito a namorado ir até a casa do pai dela pra declarar o quanto gostava dela e que independente da gravidez ele já queria casar com ela mesmo, como ele dobrou a filha dela e juntos atravessam as adversidades e dividem os momentos felizes que me parecem estar sendo em número bem maior.
Eles são o meu exemplo de que não importam as adversidades, quando se ama, quando se quer, quando se resolve brigar junto, não há problema que seja maior que isso.
E nenhum dos dois tem 20 anos...
Respondi: acho que não, acho que pode até acontecer diferente do que acontece aos vinte, mas não é impossível.
E citei o caso de uma amiga minha, muito querida. Em março do ano passado conheceu um mocinho. Em julho, tava grávida dele. Sem planejamento, sem grana, a filha dela hostilizando o namorado, a casa dela é pequena, pra caber mais um só dormindo no chão.
Bebezinho do casal nasce e tem de ser operado aos 11 dias de vida. Mais de uma semana de UTI.
Tudo pra dar errado, não? Tudo pra desanimar e fazer com que se pense: que m... de vida! (as reticências são pra fazer jus aos anos de colégio de freiras pagos pelo meu pai e minha mãe).
Pra ser sincera, nunca vi minha amiga mais feliz, em quase dez anos que a conheço. Acompanhei de perto ou de longe suas indas e vindas com os namorados que ela teve ao longo da vida. Sei dos detalhes da convivência com o %@#*&¨@!+ do ex-marido.
Porque não só eles ficaram juntos, com direito a namorado ir até a casa do pai dela pra declarar o quanto gostava dela e que independente da gravidez ele já queria casar com ela mesmo, como ele dobrou a filha dela e juntos atravessam as adversidades e dividem os momentos felizes que me parecem estar sendo em número bem maior.
Eles são o meu exemplo de que não importam as adversidades, quando se ama, quando se quer, quando se resolve brigar junto, não há problema que seja maior que isso.
E nenhum dos dois tem 20 anos...