Quarta-feira, Junho 30, 2004

Celebridade - Meu próprio Grand Finale 

Eu poderia usar este espaço para a malhação do Gilberto Braga, por conta do último capítulo de Celebridade. Mas é muito mais divertido exorcizar aquele finalzinho picareta criando meu próprio Grand Finale.

Maria Clara descobre que Caetano tem informações importantes sobre o assassinato de Lineu. Num ato heróico, e com brado retumbante, Maria Clara ruma para a pensão onde Caetano está sob os lençóis, vivendo um intenso momento de paixão:

Maria Clara: Caetano! Abre essa porta Caetano! Eu sei que você está aí! O Delegado está vindo pra cá! é melhor você abrir!

Caetano (sussurrando): Droga! Ela me achou! Vou ter que abrir a porta!

Neste momento, Lineu, que não estava morto, surge sob os lençóis, vestido com uma camisola que tomou emprestada de Mamushka, que é da outra novela mas emprestou mesmo assim.

Lineu: Shhh! Caetano não abre essa porta! Maria Clara não pode nos ver juntos!

Caetano: Rápido Li. Entra no meu armário!

Caetano abre a porta e Maria Clara entra no quarto, como um furacão.

Maria Clara: Caetano chega de mentiras! Chega de falsidade! Chega de segredinhos e nhém nhém nhém! Chega de Saudade! Você não vai conseguir sair dessa! Eu quero saber aqui e agora quem matou Lineu!

Maria Clara e Caetano, frente a frente neste momento da verdade, olham para a câmera e caem na gargalhada... Caetano ainda tenta se recompor, mas Maria Clara senta na cama e se contorce de tanto rir.

Caetano: Ai, muito boa essa! Muito boa! Você foi PER-FEI-TA Maria Clara! Aqui e agora foi uó, hein racha?

Maria Clara: Vamos, temos que agir rápido! Não podemos ser descobertos!

Caetano dá duas batidinhas na porta do armário. Ela se abre, e de lá sai Lineu, ainda vestido com a camisola de Mamushka. Ao ver Maria Clara, Lineu avança para Caetano!

Lineu: O que que essa vagabunda tá fazendo aqui?

Maria Clara: Vagabunda???

Ela caminha em direção a Lineu, e num gesto rápido, puxa os cabelos dele com força, arrancando uma máscara e revelando a verdadeira identidade de Lineu.

Maria Clara: LAURA?????

Laura: É, qualé, vagabunda, vai dizer que você achava que aquele velho idiota tava vivo????

Maria Clara:eu também tenho uma supresa pra você, sua oportunistazinha de quinta!!!

Maria Clara puxa então os cabelos lisos, arranca sua máscara e revela a SUA verdadeira identidade!

Laura e Caetano: QUEIROZ???????????

Queiroz: Sim, quem mais?

Caetano: Queiroz, o que você fez com Maria Clara?

Queiroz: Não se preocupem, já cuidei dela. Não aguentava mais eu ser sempre o Frita o peixe e olha o gato e aquela SONSA balançando a peruca pra cá e pra lá e aparecendo primeiro nos créditos. Agora já está tudo acabado. Maria Clara foi internada numa clínica de´cirurgia plástica no Andaraí, e sofreu uma transformaçãozinha....

(Enquanto isso, no Andaraí, médico e enfermeira terminam de remover os últimos curativos do rosto de uma pessoa. Ele olha para o resultado do trabalho e sorri).

Médico: Agora sim. Enfermeira, espelho por favor! Pronto, pode olhar!

Maria Clara: MAS! MAS! EU ESTOU COM A CARA .....

Médico: Silèncio, mocinha. Evite fazer esforços. Ficou idêntica!

Maria Clara: A JULIANA PAES NÃO!!!! NÃOOO!!! NÂO QUERO TER A CARA DELAAA!!!!

Médico: E você nem viu o resto ainda!

Maria Clara levanta o lençol e começa a chorar desesperadamente: CELULITE NA BUNDA NÂO!!!!!!! NÃAAOOOO! EU PREFIRO A MORTEEEE!!!

A porta da sala de cirurgia se abre violentamente e nesse instante entra Sandrinha , armada com uma AR 15, e dispara contra tudo e contra todos. Ri copiosamente.

Sandrinha: AHAHAHAHAHAHAHA! Não seja por isso, querida tia! Agora finalmente posso me ver livre de você!!! Nunca mais vão me chamar de Mariazinha Clarinha!!! AHAHAHAHA

Sandrinha foge do Hospital do Andaraí e vai se encontrar com Inácio. Ao chegar, eles se beijam, e Sandrinha puxa o cabelo de Inácio, arrancando a máscara dele e revelando sua verdadeira identidade: RENATO MENDES!

Sandrinha: pronto meu Bem! Agora podemos viver nosso amor! Sem Laura, sem Maria Clara, sem NINGUÉM PRA NOS ATRAPALHAR.

RenatO Mendes: Antes preciso te contar algo.

Renato puxa os cabelos de Sandrinha e remove uma máscara. Ela quase desmaia com o susto.

Sandrinha: UMA MÁSCARA RENATO??? QUER DIZER QUE EU NÂO SOU A SANDRINHA???????

Renato: Não, não é, olhe no espelho.

Sandrinha: MEU DEUS!!! EU SOU.... EU SOU....

Renato: SiM! Você É! E sempre FOI! E é por isso que eu te amo!!!

Sandrinha: EU SOU ....

Renato: SIM!

Sandrinha: EU SOU....

Renato: é, já falamos isso...

Sandrinha: EU SOU...

Renato (perdenmdo a paciência): arfff.....

Sandrinha: EU SOU....

Renato, disparando contra Sandrinha um cartucho de balas: Era.


Cena Final


Todos estão no Sobradinho, para um show com Zélia Cardoso de Mello. Ela está cantando todo o repertório da Cassia Eller, enquando, dois a dois, todos se beijam na boca: Darlene e Jackie Joy, Fernando e Queiroz, Maria Clara e Sandrinha, Beatriz e Noemia.


Todos cantam de mãos para o alto, e Gilberto Braga aparece nu, abraçado a Denis Carvalho, para o aplauso final. O elenco da novela aplaude o autor, que arranca a sua própria máscara, e revela finalmente sua verdadeira identidade.



ELENCO (EM CORO): NORA ROBERTS??????





Mais Alice 

Comentário da Lu Fernandes: Alice nasceu com bastante cabelo, que era pra poder usar Bóbis que Brilham!

Segunda-feira, Junho 28, 2004

Alice Barrichelo 

Nasceu ontem, 27 de Junho, às 19:37, no Hospital São Luiz. Nasceu com 3,450 e 51 cm, e é a coisa mais linda que a gente já viu.
Alice está ótima, Lu está batendo um bolão e eu estou bem besta: besta de babar na Alice, e besta de orgulho da Lu, que foi uma mãe e tanto!

Estamos todos felizes!

Domingo, Junho 27, 2004

VIVAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!! 

ALICE NASCEEEEUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Parece que foi ontem... 

Sábado de manhã cedinho fui levar a Isabela, minha filha, para viajar pra Angra dos Reis com a turma dela de oitava série. Viagem de formatura. 5 dias com a galera do colégio.
Lá foi ela, linda em seu casaco rosa schoking estilo "pra mamãe não me perder na neblina", puxando a mala que ela mesma arrumou, cabelos escovados, olhos pintados de lápis preto, misturada a uma turma enorme de amigos da mesma idade.
E enquanto o ônibus ia saindo e eu ia dando tchau, fiquei pensando quando foi que ela cresceu tanto?
Ainda ontem ela nem sabia arrumar malas...
Ainda ontem eu me debatia pra fazer as marias-chiquinhas no cabelo dela, e ainda ontem ela esperava o carro começar a andar pra arrancar tudo e jogar pela janela.
E não faz nem tanto tempo assim que ela estava vestida de gatinha na formatura da alfabetização. E de Minnie no espetáculo de final de ano do balé.
Pensando bem, eu ainda me lembro do dia em que nasceu, e dela ainda no meu "barrigón", como diria Lu e Lala.
Hoje ela me ligou, pra dizer que tava tudo bem e perguntar qual a voltagem do secador de cabelos, o meu, que ela levou emprestado, porque vai ter balada na danceteria do hotel à noitinha. Ué, e ela já sabe secar os cabelos sozinha???????
Minha filhinha, o meu bebê, cresceu. E eu estou tão orgulhosa dela, tão linda ela está, tão independente!
Mas que eu sinto saudades da minha bebezinha, ah, isso eu sinto!

Sexta-feira, Junho 25, 2004

O final de Semana 

O Ar-Lindo coloca toda sexta feira um post de Bom final de semana a todos. Acho isso muito bonitinho, e hoje, de malas prontas e afiveladas pra Ribeirão Preto, é um momento muito especial pra compartilhar e pra desejar bom final de semana.

Meu bom final de semana de hoje fica pra Lu e Nando, que ao que tudo indica, terão o final de semana mais inesquecível de suas vidas. Ou porque será o primeiro com Alice, ou porque serão os últimos minutinhos da espera por ela.

E me lembro de um texto que li uma vez, e que dizia que quando nasce um filho, nasce também uma mãe. Nasce um pai. Nasce uma tia. Nascem amigos que ficam mais próximos. Nasce uma história.

Quando nasce uma criança, nasce um monte de emoção num monte de gente. Nascem lágrimas nos olhos da gente, nasce uma vontade de que o mundo seja melhor, de que as pessoas sejam melhores. Nasce uma alegria que não estava lá antes.

Dizem que Deus, quando manda uma criança, dá uma nova chance. Dá uma oportunidade da gente começar a escrever uma estória diferente.

Então ficamos assim: todos de caneta e papel branquinho, prontinhos pra escrever uma história cheia de amor, de alegria, de muuuuitos momentos felizes!


Eu vou. O coração fica. Batendo apressadinho!


Beijocas da

Tia Lala

De carona...

Hoje, Alice completa 40 semanas no meu barrigon. Ipi, Ipi, Urraaaaa!!! Quem diria...! Antes de engravidar, sempre acreditei que teria pouca ou nenhuma paciência para esperar 280 dias de gestação. E olha que Alice já chegou mudando tudo. Não só curtimos cada minuto desse amontoado de dias como hoje, ficamos radiantes com o bonus de mais uns dias para que ela chegue por vontade própria.
Obrigada ao bilhetinho "pregado" por cada um de vocês e a você, Lalíssima, um grande beijo nesse seu enorme coração que nunca se cansa de ser gentil, atencioso, amigo e cheinho de amor.
bjs,
Lu, Nando e Alice!

Saudade 

Saudade de algo que nem aconteceu... saudade do que se sonhou?

Quinta-feira, Junho 24, 2004

5, 4, 3, 2, 1... 

Bóbis em contagem regressiva pro nascimento de Alice!

Quarta-feira, Junho 23, 2004

Embalagem 

Muitas vezes o produto certo vem na embalagem errada.

Terça-feira, Junho 22, 2004

Bóbis de Biquini 

Hoje vim trabalhar com o som no talo, ouvindo pelo caminho até gastar um CD do Biquini Cavadão. Me deu saudade. Saudade de ver um show do Biquini, saudade de ficar comendo porcaria e dando risada até de madrugada com as piadas péssimas minhas, do Bruno e do Miguel.

Então esse post vai pra eles: Bruno, Miguel, Coelho e Birita (recém aniversariado). Guerreiros do Pop, gentes boas toda a vida, habitantes da minha vitrola e do meu coração!

Eu ia postar "Arcos", do álbum Descivilização, de 91, que é uma das minhas favoritas. Mas o post vai no mesmo embalo da minha vinda pro trabalho, então vamos de No Mundo da Lua, de 86.


NO MUNDO DA LUA (alvaro, bruno, miguel, sheik)


Quando os astronautas foram a Lua
Que coincidência, eu também estava lá
Fugindo de casa, do barulho da rua
Pra recompor meu mundo bem devagar

Que lugar mais silencioso
Eu poderia no universo encontrar
Que não fossem os desertos da lua
Pra recompor meu mundo bem devagar

Não quero mais ouvir
A minha mãe reclamar
Quando eu entrar no banheiro
Ligar o chuveiro, mas não me molhar

Quando os astronautas foram a lua
Eu fugi com eles, me joguei por aí
Fugindo de casa, do barulho da rua
Me esquecendo de tudo pra me divertir.



Segunda-feira, Junho 21, 2004

A festança no puxado 

Quem foi, sabe o quanto foi bom! Quem não foi vai morrer de arrependimento depois de ler este post!
Tô falando do Arraiá do Puxadinho que rolou neste último sábado, 19.
Começou com s. Zeca, pai da Lala, providenciando tudo pro fogão de lenha funcionar a contento na hora H. E d. Magda fazendo um pernilzinho pra alimentar a galera nos sandubas. Um panelão digno de alimentar todo o contingente das Forças Armadas, mais um de quentão, cheirosíssimo. Era um pé na cozinha, outro na organização do evento, que organizar o barraco é com d. Magda mesmo!
E o povo foi chegando: Lu bobiana de marias chiquinhas e barrigão, DJ Nando de camisa xadrez e a trilha sonora pra animar o evento. Luciana Fernandes de Gorete Milagre e Kiara competentíssima com seu correio elegante com direito a mandar recadinhos vip, meio vips e normais. Um luxo!
E as comidas? Patrícia levou um bolo de milho legítimo, com milho raspado de espiga da roça, Moskita com um cuscuz que além de lindo tava delicioso, Lu com cachorro quente sabor infância, Ana Paula e sua especialidade de atum.
Além do vinho quente, que demorou, mas saiu! E animou coreografias chacretianas de Patrícia e Luciana Fernandes.
E o bingo!!! Disputadíssimo, mais um pouco e saía briga pela maõzinha de coçar as costas, sabonetinho, chocolates, licores, chaveiros, brincos, bonequinha de biscuit feita por Lala que acabou indo pras mãozinhas de Alice, já que papai Nando foi o sortudo.
Enfim, saímos de lá já era uma da matina...
Eu, de minha parte, conheci pessoas legais que ainda não conhecia, estreitei relações com algumas que conhecia só de vista, e me diverti como há muito tempo não me divertia!
Ficamos pensando no próximo. Um Halloween talvez? Mas ainda tá tão longe...

Sexta-feira, Junho 18, 2004

Punição ao abandono paterno  

Agora é lei: pai que faltar afetivamente ao filho deverá responder a processo legal e será penalizado, a princípio, apenas com o pagamento de módicas quantias. Módicas é de minha total autoria e responsabilidade por acreditar que qualquer que seja o valor a ser desembolsado em casos assim seguramente não reparará o prejuízo delegado ao filho.

O caso, inédito no país, é de iniciativa do mineiro Alexandre Batista Fortes, 23 anos – 17 deles sem contato com o pai. Depois de anos sem atenção, carinho e interesse paterno e várias tentativas (cartas, telefonemas, emails) sem respostas, Alexandre decidiu “apelar” à corte. A decisão da Justiça de Minas Gerais concedeu o direito a reparação financeira, a ser paga por seu próprio pai, como consequência do abandono físico, sentimental desde a infância. O acordo sustenta que "a família já não se baseia mais em uma relação de poder ou provimento econômico, mas num convívio cercado de afeto e carinho entre pais e filhos" (SIC: O Estado de Minas, Junho 2004)

O advogado Rodrigo Pereira da Cunha, responsável pela causa, destacou que o pai não deu alimento para a alma do filho. Sempre foi um pai muito ausente, nunca cedeu aos apelos do filho, o que é ruim, pois a presença do pai é fundamental para a formação da personalidade de cada um. “Nos últimos 50 anos, complementa, houve uma mudança nos paradigmas da Justiça e, hoje, o afeto é um valor jurídico quando se discute relações familiares”.

Amor à moda antiga


Li, em alguma publicação que não saberei citar com precisão, já que deve ter sido em uma dessas foleadas em “tardes-de-livraria”, que a movimentação do homem (espécie humana) é resultado de seu histórico. Seu passado mais primitivo. Assim, a divisão primeira do ser humano era: ao homem (sexo masculino) cabia a caça e a segurança familiar e a mulher... bem e à mulher todo o resto. Desde a pedra lascada, muito do comportamento humano mudou e outras ainda estão tentando seus primeiros passos.

O fato é que, em 2004 uma ação legal como essa inédita no país é prova clássica de que, no contexto pai-filho, pouco ou nada mudou. Ainda hoje, o homem (em sua maioria) não se sente responsabilizado pelo trato com os filhos. Por outro lado, as mulheres (também em sua maioria) reforçam a distância na relação pai-filho ao admirar (sinônimo de espantar, estranhar) a menor movimentação paterna nos cuidados afetivos com a prole. Claro que, com muito mais propriedade, Lala poderia sinalizar o fato de que “ninguém dá aquilo que não tem”. Ou seja, que essa dinâmica mall conduzida é histórica. Que esse pai também não teve o afeto do próprio pai e que essa mãe viu a mesma movimentação quando criança.

Mas e aí? Até quando nós e nossos filhos deverão arcar com esse sofrível “amor” à moda antiga?

Bóbis, Julho de 2054 

Ontem fez 4 anos que estamos as três neste asilo. Com piso climatizado, que trabalhamos a vida toda pra isso mesmo. Agora, que passamos todos dos 80, não vamos querer sentir os pés frios. Isso fica pra quando a gente morrer.

Hoje briguei de novo com a Luciana. Velha teimosa. Já falei pra ela duzentas vezes que não vou, aos 85 anos, fazer implante de dente. Acha que eu, nessa altura da minha vida, vou ficar de boca aberta prum dentista que mal saiu das fraldas pra por implante??? Eu nãooo. Estou muito bem com essa ponte e os tubinhos de Fixodent, obrigada. Mas a velha teimosa acha um ABEEESURDO usar fixodent e me enche a paciência pra ficar fazendo cirurgia na boca. Velha cabeçuda. Começamos a discutir depois do café da manhã e na hora do almoço ela ainda estava falando do tal implante.

E o Fernando, de roupão xadrez, meiona e chinelos, resmungou sem nem tirar o olho do jornal, aquele velho resmungão: Ficam batendo boca porque gostam... discussão besta, pra que dente? A gente só toma sopa mesmo...

E então partimos as duas pra cima dele. COMO ASSIM A GENTE SÓ TOMA SOPA??? VOCÊ SÓ TOMA SOPA!!! A gente comeu torrada de manhã, já esqueceu???

A Luciana pode ser uma velha cabeça dura, mas a memória dela anda melhor que a minha. Eu não lembrava de ter comido torrada de manhã. Lembrava do café com leite. Enfermeira burra. Quantas vezes tenho que dizer pra ela que ODEIO café com leite, não posso nem sentir o cheiro?

Estávamos lá no meio da discussão do Fixodent e a Claudia chegou... Depois de velha deu pra dormir até quase a hora do almço....Velha indolente! Veio devagarinho, no andador, com uma mini saia pink... chegou bem no meio do quebra pau, com cara de sono, perguntando se alguém tinha visto o papatinho pink dela. Ganhou da Isabela, que tá bem velha também. Ainda mora na Alemanha, desde que se rebelou e começou a namorar uma moça, a tal da Gerda. ERA moça. Agora é outra velha. Velha depravada, isso sim.

Alice veio aqui ontem. Engraçado, fiquei aqui conversando com ela, parece que foi ontem que ela nasceu. Ficou um pouco e foi embora, disse que era festinha de um ano do neto. Alice tem neto. O tempo passa...

Eu tava fazendo ponto cruz, sempre fiz, mas agora não é mais possível.... Eles diminuem cada vez mais o tamanho da agulha, não tem jeito mais da gente acertar a firmeza dos dedos... Porcaria. Agulha ordinária. Perdi a paciência e larguei tudo. Fui ler. Mas essa gente de gráfica anda fazendo umas letrinhas tão vagabundas, que nem dá ânimo.

Quer saber? Cansei de escrever também. Vou ver o que aquelas velhas preguiçosas estão fazendo. Sei que a Claudia tem chocolate lá no quarto dela, e se eu não for logo, aquela velha gulosa vai comer tudo sozinha.

Fui. Na verdade, tô indo....


Quarta-feira, Junho 16, 2004

Crianças 

Sou fã de criança. Presto muita atenção a elas, a gente sempre aprende um monte. Como as coisas são tão descomplicadas quando se tem 4 anos!

Uma amiga casou-se com um moço mulato. O filho mais velho, 4 anos, na escola, pintou o pai de marrom. A professora - brilhante, genial, espetacular - perguntou ao menino: "Seu pai é marrom? Ele é Marrom ou é negro?".

O Menino olhou bem pra ela e respondeu:

- Não tia. O meu pai é da cor do Scooby Doo.

Ainda sobre gordinhos 

Bem, já viram que acordei com o assunto na cabeça, né?
Outro dia, reunidas em volta da mesa na casa da Lu bobiana, estávamos eu bobiana e Lala bobiana, além de Fernando, marido bobiano de Lu bobiana, pai de Alice bobianinha.
Aí a Lu profere as palavras fatais: eu li uma entrevista da Priscila Fantin (atriz) na qual ela fala que emagreceu 8 quilos comendo de tudo e apenas praticando exercícios físicos, que ela não se priva de nada etc etc.
Lala e eu, ambas fofas, pulamos da cadeira, indignadas! Lu ficou nos olhando sem entender nada. Nem podia: Lu é magra, e como tal, jamais entenderia o universo de nós, mocinhas que se debatem contra os quilinhos a mais.

O que nos indigna atualmente é a moda entre atrizes e modelos de dizer "como de tudo, até barras de chocolate, e não engordo". Angélica emagreceu ao menos uns 12 kg e hoje posa de agraciada da natureza que não precisa controlar a alimentação e que na verdade não tinha excesso de peso, mas retenção hídrica. Giovana Antonelli, que fazia o tipo cheinha antes de emagrecer, mesma coisa. Podemos citar aqui vários exemplos.
Leia uma entrevista e você verá o jornalista abrindo o texto afirmando que fulana levava na bolsa um pacote de biscoitos recheados. Ok. Ela efetivamente comeu o pacote de biscoitos que carregava? Alguém já viu a Deborah Secco comer um pacote de 1 kg de sonho de valsa em dois dias como ela mesma afirma? Alguém já passou uma semana com qualquer uma dessas famosas que alardeiam que devoram doces todos os dias pra comprovar se elas comem mesmo a barra de chocolate diária?
Notem que estou falando de pessoas que apresentaram problemas em manter o peso esquálido exigido pela TV e não de magras notórias como a Carolina Ferraz ou a Gisele Bundchen.
Neste ponto, aplaudo a Cristiana Oliveira. Obesa no passado, chegando a pesar na casa dos 3 dígitos, ela não tem vergonha de dizer que controla sim, ferrenhamente, a alimentação, porque sofria demais quando era gorda. E que não aceitaria interpretar um papel em que tivesse de engordar muitos quilos pois morria de medo do efeito que isso teria em seu emocional. Muito mais honesto, muito mais real.

Super Size Me II 

Tempos atrás, uma crônica na Veja São Paulo chamou minha atenção por abordar o tema obesidade por uma ótica totalmente nova, ao menos para mim.
O autor citava uma amiga, obesa, que lutava pelos direitos dos gordos: poltronas mais largas e confortáveis, catracas adequadas nos ônibus e por aí vai. E a tal amiga ressaltava: os gordos não se unem e reivindicam seus direitos porque se sentem culpados por sua situação e não se acham merecedores de melhores condições de vida, ao contrário, acham-se merecedores de punições e restrições por sua falta de força de vontade.

Não é nada fácil estar acima do peso numa sociedade onde o manequim feminino aceitável é o 38 e o masculino beira o 44. Coma uma coxinha num café, peça uma sobremesa no restaurante, ou um prato de massa, e não são poucas as pessoas que se sentem muito à vontade em lançar olhares reprovadores na direção do gordinho que os pediu. Ou lançar piadinhas. Mesmo que seja a única coxinha num universo de saladas e privações, a culpa incutida desde a infância é tão mais forte que o salgadinho perde metade do sabor, o doce perde parte da graça, os quais vêm do prazer de comer.

Economia e violência
Considerar a obesidade um mero caso de falta de força de vontade, uma simples equação de fechar a boca e praticar exercícios físicos, esconde outros fatores que contribuem para o aumento de peso da população. É cada vez mais barato comprar um pacote de macarrão do que um pé de alface. Cada vez tem-se menos tempo para descascar uma fruta do que para abrir um pacote de biscoitos. Refiro-me principalmente às classes mais baixas, na qual a obesidade já bateu longe a desnutrição no quesito saúde infantil: a oferta de alimentos calóricos aumentou e teve custo reduzido.

A isso junta-se a violência urbana. As crianças não podem mais brincar nas ruas. Quem pode pagar, matricula o filho no judô, no futebol, na natação, no balé. Quem não pode - e cada vez menos pais podem - tranca-os em casa, casas essas cada vez mais reduzidas em nome da especulação imobiliária, com medo do aliciamento do tráfico e das balas perdidas. Restam a Tv e o computador.

Os adultos também sentem o efeito da violência e do descaso do governo com a população. Andar a pé pelas ruas de uma grande cidade como São Paulo é um risco permanente: assaltos, atropelamentos (uma vez que não há política consistente de respeito no trânsito), buracos nas calçadas, isso quando elas efetivamente existem e não estão tomadas por vendedores ambulantes.

Recuperar a auto-estima, cuidar da saúde como um todo e reconhecer que os padrões impostos pela mídia são irreais podem ser os primeiros passos de um movimento de união dos gordos na reivindicação dos seus direitos.


Super Size Me 

Quanto de calorias e gorduras acredita que existam em uma promoção do McDonalds? Mais: o quanto o consumo de fast foods pode afetar a saúde de alguém?
O cineasta Morgan Spurlock percorreu 20 cidades americanas entrevistando profissionais de variadas áreas ligadas à saúde e alimentação, colhendo informações que o levassem a explicar porque dois terços da população americana sofre de obesidade, além de expor políticas de alimentação inadequadas nas escolas públicas americanas e outros assuntos relacionados ao tema.
As entrevistas fazem parte do filme Super Size Me (www.supersizeme.com), que estreou batendo recordes de bilheteria na Austrália. A polêmica foi despertada pelo fato de Spurlock ter se transformado em cobaia de seu próprio experimento e passado um mês inteiro se alimentando somente de refeições no McDonalds.
As regras auto-impostas eram simples: alimentar-se apenas dos itens disponíveis no menu da lanchonete em questão; não pedir porções extra- grandes, a menos que oferecidas; experimentar ao menos uma vez cada um dos itens do cardápio.
O resultado foi um ganho de peso de mais de 11kg no período de um mês, além de complicações em sua saúde que o levaram freqüentemente ao médico.
O McDonalds usou a estratégia de ignorar o sucesso e os comentários gerados pelo filme, até que seus clientes começaram a ver no silêncio uma admissão de culpa, o que levou a empresa a lançar campanha publicitária de milhões para reverter o quadro, além de entrevistas iradas contra o diretor do filme.

Super Size Me deve ser visto sob a ótica da sociedade e economia americanas, e não brasileiras. Para nós, brasileiros, McDonalds é uma refeição muito cara e a oferta de comida mais saudável é grande. Pela metade do preço de uma promoção do Big Mac, come-se um prato de arroz, feijão, bife e salada na padaria da esquina. McDonalds torna-se, assim, um programa a ser feito no final de semana, ou uma medida extrema quando não se tem alternativa. Além disso, as porções das lojas brasileiras não seguem o gigantismo das americanas.

O filme lança ainda uma questão: é você o único responsável pela sua forma física ou a indústria alimentícia deve ser co-responsabilizada pelo aumento de peso mundial?

(continua no próximo post)


Terça-feira, Junho 15, 2004

Porque a gente é assim  

Cazuza, o tempo não pára.
Site oficial

Sexta, após o feriado, Lala e Lu (plus Alice!) fizeram um programa de meninas. Almoço com bate-papo (10 para o almoço e 1000000 para o bate-papo) e cineminha na sequência. Sampa estava com uma deliciosa “cara” de Outono: friozinho na medida com direito a um céu bem azul e um sol só quentinho.

Para nossa alegria, foi difícil encontrar um bom lugar para sentarmos, constatando que o cinema nacional tem tido cada vez mais platéia. Ponto para nós!!! Já nos traillers uma deliciosa supresa: aguardem OLGA, o filme. Pelo preview teremos que prestigiar já a estréia, certo, Lala?

O filme começa e lugar comum dizer o quanto Daniel de Oliveira, o intérprete de Cazuza é bom. Mas, enfim, ele realmente é muito bom. Tira da platéia choros e risos e por muitas vezes a pergunta: mas será que esse é o ator ou uma mixagem do próprio Cazuza?

Em entrevista a um jornal diário, Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, garante que independentemente da crítica/leitura de cada um sobre filme será muito difícil ficar indiferente a ele. Para mim, além de confirmar minha admiração pelo cantor, poeta e pessoa Cazuza, me trouxe ainda mais conteúdo para também admirar, respeitar e divulgar A MÃE. Como muito bem sintetizou Lala: “que mãe é essa? ”

Não deixe de ver Cazuza, o tempo não pára.

Segunda-feira, Junho 14, 2004

ARRAIÁ DO BOBIS - CHAMADA FINAL CORRIGIDAAA! 

Anarriê!!!

É sábado!!!

Quem não confirmou, confirme já que tá tudo confirmado!!!
Quem algum dia na vida se manifestou a favor, por favor cheque seus emails pra ver qual é a parte que lhe cabe neste latifúndio!

Presenças confirmadas do quentão, do vinho quente, do pinhão, do sanduíche de pernil e da paçoca!!!

Moskita, sua suíte está pronta, mas tem que trazer (MOITO) cobertor!

Dri, tudo em cima com a Canjica?

ReOx, tá firme aí minha nega?

Pops, vai nos dar a honra?

Seguinte pessoar! Além do que estiver no corpo do seu email pra levar, cada um tem que levar também uma PRENDA! Isso! Uma prenda! Pode ser uma garrafa de vinho, pode ser um trucim de loja de 1,99, pode ser um quitute! Isso porque quermesse que se preze tem que ter BINGO!!!

E agora, quem é que vai ficar de fora!!!!

Pula fogueira, Iá Iá... pula a fogueira Iô Iô,,,


Beijos da roça!

Sábado, Junho 12, 2004

Post com Dedicatória 

Hoje, sabe-se lá por quê, entrei nos sótãos da minha história, e encontrei lá Arthur. Estava numa caixa poeirenta, debaixo de livros da faculdade, fitas cassete, um Lp do Michael Jackson preto (os dois, o disco e o Michael).

Soprei o pó todo da tampa e abri a caixa. Nem lembrava que Arthur estava lá. Estava lá, quieto, dormindo, e quando abri a caixa ele abriu os olhos, assustado com a claridade que batia diretamente no seu rosto. Com a luz batendo em seus olhos, lembrei-me de que eram verdes. E grandes. Arthur tinha os olhos arredondados, e muito abertos. Olhando lá para eles, no fundo da caixa, me lembrei de quantas vezes me perdi olhando aqueles mesmos olhos, tanto tempo atrás, e de quantas vezes me lembrei da minha avó, que trazia à tona o tempo todo um ditado Italiano que provavelmente só ela conhecia: Jamais confie num homem de olhos verdes.

Desperto pela claridade, Arthur sentou-se num canto da caixa e me apontou o indicador, com a pontinha virada para cima, como sempre fazia: "tava dormindo, não ´percebeste´? E então sorri. Tinha também me esquecido do inconfundível sotaque gaúcho, e das expressões carregadas de um português que ninguém pratica mais.

Fui arrancada do sótão e pousei no Alto da Lapa, muitos anos atrás, Arthur me apontando o indicador e me chamando pra tomar sorvete. Era o único convite que eu não conseguia recusar, e ele era a única pessoa do mundo que me fazia esse convite. Conversávamos sempre e muito, partilhávamos todo o tempo possível, e com tudo o que não podia ser, era tanto o que precisava ter sido!

Apontei o indicador pra ele, como também fazia, e ficamos lá, um tempo, conectados pelas pontinhas dos nossos dedos.

Depois, fechei a tampa, botei os livros e o cassete de volta em cima da caixa. Sacudi a poeira das mãos e fui embora.

Quando me olhei no espelho, estava ainda sorrindo. É por isso que hoje, 12 de Junho, este post vai pro Arthur. Que não sei por onde anda e o que faz. Mas cada vez que abro a caixa, é com essa cara que me vejo no espelho depois.

Sexta-feira, Junho 11, 2004

Provérbio sueco 

Pregado na porta da geladeira da Tetê, entre tantas outras citações, me chamou a atenção um provérbio sueco:

Ama-me quando menos mereço, pois é quando mais preciso.

Quarta-feira, Junho 09, 2004

Exigir demais? 

Todo mundo conhece alguém que está sozinho, homem ou mulher. Alguém que deseja um relacionamento legal, estável, quiçá casar-se e ter filhos, enfim, alguém cuja alma é do tipo que borda o enxoval.
E provavelmente conhece alguém que acha que quem tá sozinho é porque "exige demais".
Aí você fica pensando: o que é exigir demais?
Na maior parte das vezes, tirando os delírios (de Brenda Walsh Tupiniquim... rs), tudo o que se exige do outro ou outra é respeito, carinho, amor, companheirismo. Não se exige cor de olhos, de cabelos, marca de carro, profissão, esporte preferido.
Onde é que pode ser chamado de demais exigir o básico?
E por que homens e mulheres merecedores de tudo isso e muito mais deveriam se contentar com menos? Apenas para ter alguém?

Tem coisa melhor... 

...do que num dia cinzento, chuvoso, você de péssimo humor, encontrar sem querer um EX na hora do almoço, e verificar que não apenas você está ótima (principalmente perto dele), como também o TEMPO não passa do mesmo jeito pra todo mundo? Fala a verdade? Tem coisa melhor???

Terça-feira, Junho 08, 2004

Grávidas só falam de... 

...um mundo melhor, amizade, cuidados com pessoas, vida saudável, boas lembranças, reorganização da vida, revisão de antigos conceitos, esforço para sermos melhores, união...

Gravidez é um período de imensa generosidade, de mobilizar uma grande energia positiva interna e externo. Tempo de olhar o mundo com outros olhos e descobrir o de melhor em cada coisa e em cada pessoa. Tempo de reencontrar pessoas, consolidar laços, deixar para trás antigos fantasmas e se reconciliar com velhas dores e angústias.

Fragilidade, temores, parto, cólicas e noites sem dormir são temáticas quase folclóricas que insistem em ganhar força entre os menos avisados. Digo isso de cátedra pois já engrossei o coro dos que, preconceituosamente, acreditam que grávidas só falam em fraldas, dores lombares...

Esse é um post apenas para agradecer a minha filha Alice que mesmo antes de chegar ao mundo, já tem me ensinado muito, transformado minha vida e me dado a oportunidade de ser uma pessoa melhor. Alice, muito obrigada!

Beijos com carinho da sua mãe!

As 35 regras 

Ontem estava eu navegando pelo orkut tentando entender como é que funciona, já que eu tô lá porque a Lala e o Xu me convidaram e eu nunca entrei em comunidade nenhuma, nunca falei com ninguém, enfim, ainda não entendi o orkut pra falar a verdade.
Aí, uma página leva a outra, que leva a outra e assim por diante. E me vi numa subpágina de uma comunidade Sex & the City Brasil que cita as regras para se casar com um homem, algo assim, um livro que a Charlotte leu, sei lá.
Bem, existe mesmo um exemplar nacional deste livro, que tem o título deste post. Lendo algumas regras elas nos parecem ditas pelas nossas avós. As mulheres mudaram. O mundo mudou. Mas será que a cabeça dos homens mudou na mesma velocidade que a nossa? Não estou aqui fazendo uma crítica aos homens, mas é que a condição feminina evoluiu no século XX na mesma proporção em que a tecnologia nos últimos 20 anos da mesma década: rapidamente. E a condição masculina não passou por tantas mudanças cruciais, já que eles já eram detentores de todos os direitos possíveis neste mundo.
E aí, fiquei me perguntando: será que o livro está mesmo tão desatualizado quanto nós, meninas, podemos pensar?

Ainda sobre coisas de amor... 

Hoje eu recebi mais um texto desses que circulam pela internet, assinado por alguém famoso ou por um autor desconhecido.
Desta vez era sobre um casal numa moto que descia uma ladeira, namorada na garupa, e o cara pede a ela pra abraçá-lo, dizer que o ama e colocar o capacete dele. Segundos depois a moto se estabaca no final da ladeira, rapaz morre, mocinha sobrevive e descobre que ele já sabia que a moto estava sem freios e preferiu salvar a vida dela e morrer escutando-a dizer palavras de amor.
Aí fiquei pensando: por que as provas de amor têm de ser sempre retumbantes? Por que as histórias de amor raramente trazem como prova da existência dele atitudes banais do dia-a-dia? Se lermos os comentários bobianos e bobiados sobre o amor, veremos que é quase unanimidade a identificação dele em pequenos gestos, gentilezas e atenções. Ninguém diz que prova de amor é trazer a lua, mas um chazinho quente quando se está doente. Sentar no meio-fio ao seu lado quando se está frustrada só pra demonstrar que está contigo e não abre (lembra, Lu?, você me contou). Telefonar só pra saber se você está legal.
Obviamente nada contra as grandes demonstrações. Mas elas não se fazem presente o tempo todo. Tão mais fácil viajar pra um destino paradisíaco de vez em quando do que se esforçar pra chegar mais cedo em casa e ter tempo pra conversar!
As grandes demonstrações deveriam existir apenas para complementar as menores, essas sim, resistentes ao tempo e ao desgaste. Como deve ser um grande amor.

Segunda-feira, Junho 07, 2004

Pão velho e Caviar 

Lu Fernandes tem sido minha fornecedora campeã de motes para posts no Bóbis.

Hoje comentava com ela sobre um moço do qual abri mão logo de cara porque vive assediado por um monte de mulher. Europeu, solteiro, CHEIO de mulherada em volta. Em situações assim, já nem me aproximo. Muito trabalho. Pouca confiança.

E a Lu hoje me chamou atenção para o fato de que caviar todo mundo quer comer. Um homem interessante e disponível tem muita gente em volta, todo mundo quer dar uma mordiscada.

A verdade é que comer caviar dá trabalho mesmo. Ao contrário de um pedaço de pão velho, que está lá, disponível pra qualquer um que passar e levar.

Então me peguei pensando: quantas vezes a gente não deixa de comer caviar só porque todo mundo queria? Ou pior ainda: quantas vezes a gente se coloca na posição de um gourmet menos exigente, esperando que apareça um pão velho, sem concorrência, pra gente saborear? E mais: quanto pão velho tem por aí em potinho escrito Beluga?

Sei lá. Just a thought.

Carinho 

Nem sempre o carinho mais intenso vem da forma que imaginamos. E o que parece dureza é na verdade uma enorme prova de amor.
Portanto... obrigada!
Não podem supor como me sinto acolhida.

Sábado, Junho 05, 2004

Coisas de amor... 

Você sabe o que é amor?
Coisas de amor, sabe?
!!!!??????

Alfred Christopher, meu professor de Aquarela, me ensinou, como lição zero, que cada tela necessita de cores próprias e únicas e que essas cores não podem, nem devem, ser compradas prontas. As cores são ímpares, precisam ser trabalhadas, inventadas, descobertas e NÃO HÁ UMA TELA bem composta, equilibrada com uma única cor. Mesmo no caso da monocromática é preciso, no mínimo, de nuance dela mesma para que a composição seja harmônica. Por isso, Alfred nos permitia TER apenas bisnagas básicas: vermelha, amarela e azul. Todas as outras cores tinham que ser criadas com muita cautela. Um pingo de água a mais ou a menos fará diferença, uma mistura aleatória de cores pode comprometer todo o trabalho, assim como uma pincela mais brusca ou a falta do contado mais firme com o papel arruinar o resultado ou transformá-lo em uma composição fria e sem contexto.

Na nossa tela da vida estamos nos valendo apenas das binagas prontas e nos reprimindo das nuances?
Afinal, o que é amor? E coisas de amor, sabe o que são?

Sexta-feira, Junho 04, 2004

Fantasia 

Acho que fiquei sem algum pedaço da minha infância. Até hoje, passada dos 30, compro feliz meu ingresso para o mundo da Fantasia, embarco nas coisas impossíveis e nos sonhos e acho mesmo que é preciso um bom tanto de imaginação pra se ser feliz.

Adoro o Harry Potter. Hoje estréia o terceiro filme, e estou doida pra ver. Só vou ver na segunda, que já combinei com o Juliano. Mas no final de semana, entre uma aula e outra, talvez me entregue às delícias de rever o primeiro e o segundo em DVD.

Fico imaginando como seria o mundo se a história fosse escrita pela Jo Rowling. Em vez de MBA em Harvard, os grandes dirigentes fariam em Hoggwarts. Habilidades como frieza, rapidez de tomada de decisão e racicínio estratégico seriam menos importantes do que intuição, criatividade e moral. Claro, porque com poderes mágicos, o cultivo da ética seria fundamental.

Na quarta feira, teríamos nos reunido para assistir a um jogo de Quadribol entre Brasil e Argentina, e ficaríamos felizes em ver que Ronaldinho, mesmo sobrecarregando sua super vassoura voadora Ninbus 2000 com seus quilos a mais, teria pego o Pomo! Três vezes seguidas, dando a vitória aos Brasileiros, e levando à loucura o Mineirão, equipado com cadeiras reclináveis para que todos pudessem acompanhar os lances da partida quase no céu!

Se estudássemos em Hoggwarts, estaríamos mais do que acostumados a dividir nosso espaço no jantar com fantasmas reais... Os espectros voariam entre nós, e nós acenaríamos simpaticamente para eles... Imagine-se andando por um shopping e dizendo para a ascensorista, que já passou desta para melhor, "terceiro piso, por favor"?

Por falar em shopping, e o Beco Diagonal?? Quem não queria fazer compras lá, essa 25 de Março dos Bruxos?? Em vez de fitas de gorgurão ou tecidos, compraríamos pernas de aranha e varinhas mágicas.

O chefe, ao primeiro grito, seria em segundos transformado num sapo, num rato, ou pior, num subordinado. Ou simplesmente o faríamos desaparecer por completo e para sempre, transformado numa nuvem verde que se dissiparia em questão de instantes.

Poderíamos sacudir nossas varinhas no ar e fazer desaparecer a celulite de nossos bumbuns, ou tomar um chá que milagrosamente esticaria nossa pele. Teríamos uma Coruja-mensageiro, que traria cartas dos nossos amigos muitas vezes ao dia, uma casa auto-limpante, uma poção mágica que nos tornaria invisíveis, inquebráveis, insofríveis.

Cada vez mais, acho que o que eu queria mesmo era ser bruxa. Até porque eu teria um creminho que tira a verruga do nariz....

Terça-feira, Junho 01, 2004

Pergunta da Lala 

Por que é que a gente nunca fala o que realmente quer dizer?


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